terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Capítulo 24 - Invasão (Parte 1)

Indo para a guerra, o medo é visto nos olhos de cada um, cada um dos quase 300 soldados que estavam ali, demonstravam coragem e em suas posturas de guerra, prontos para morte, mas em seus olhos, ainda estava o medo, mas a diferença entre eles e um plebeu comum era que eles não ignoravam o medo, cada um daqueles cães de caça sentiu na pele o que é uma batalha, morte, sangue e pedaços mutilados de carne humana voando para todos os lados, e mesmo assim eles usavam o medo, não o ignoravam, mas sim deixavam-no tomar conta, e deixavam ele queimar em seus olhos, e se transformar em tudo que eles precisavam para se manter vivos no campo de batalha.
Argonis já havia vivenciado inúmeras vezes as batalhas que deixaram a província do Leão famosa por ser a província que vive de guerras e achava justo que Minus respondesse na única língua que Gordon conhecia, a língua do sangue e da morte de batalha.
- Argonis, certo?
- Sim. Lunah, se bem me lembro.
- Isso. E você é Neflin.
- Mais ou menos isso.
- Argonis eu entendo que siga Minus, mas por que você o segue, Neflin?
- Essa eu também queria ouvir. – Disse Argonis com um sorriso no rosto na tentativa de descontrair o sentimento de batalha iminente.
- Bom... São os olhos dele. Têm algo diferente. Aquele algo que faz com que todos o queiram seguir, algo que faz com que todos acreditem que ele realmente vai conseguir o que quer. E também espero receber um bom dinheiro por isso, ou um posto nobre, talvez.
          Todos os soldados de primeiro esquadrão já estavam se posicionando, alguns rezavam outros simplesmente estavam pensando como Neflin que se sentou no chão, cruzou as pernas e esperou os outros chegarem.
Depois de algum Neflin já começava a se posicionar para a batalha, usava uma roupa leve de couro com escamas de uma liga de alumínio que era resistente e leve o suficiente para a batalha, nas costas: Luna, a arma que ganhara de Magosh, ou Gosh, o velho armeiro, a arma corria suas costas do lado direito parecendo um leque aberto. Suas adagas também já estavam em mãos, puxou o capuz que cobriria sua cabeça e o lenço negro que cobria seu rosto, deixando apenas os olhos amarelos à vista, iluminados pela lua, pensou na coincidência: Lua, Luna e Lunah.
- Atenção! – Falou Minus aos cerca de 50 homens e mulheres que faziam parte do Primeiro grupo. – Esquadrão de Extermínio Inicial, em posição. – Todos se abaixaram com se fosse participar de uma corrida, todos imperceptíveis na escuridão, vestidos de negro, a não ser pelo pequeno lenço branco que carregavam nos braços esquerdos – Eu acredito que todos aqui têm seus deuses, suas crenças, ou não creem em nada, mas o que eu posso lhes garantir, é que hoje vocês estão sendo superiores a qualquer Deus, porque hoje, mataremos um imortal, O temido Exército do Leão cairá! Ao meu comando... – Minus fez o sinal aos aliados dentro das muralhas e um cometa branco cruzou os céus e, dentro de alguns Mgs, os portões da grande muralha do Leão abriram- se e Minus Rugiu - Vão!
          Os Soldados corriam como feras velozes atrás de suas prezas, antes que a coruja branca que passava cortasse os céus eles já haviam descido a colina e entrado pelo imenso portão de metal. Agora era uma questão de tempo... Mas o que? O que houve? O sinal de alerta soou! Mas não era o sinal de invasão, era o sinal de almoço!



terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Capítulo 23 – Plano de Invasão do Acampamento do Exército do Leão


         Após a grande decepção que sofreram, os companheiros de Arthur retornavam ao seu acampamento quando foram surpreendidos por um estranho alto, mas ao revelar seu rosto viram que era o próprio Minus que aparecia diante deles em carne e osso. Todos ficaram Atônitos e alegres, mas apenas Zorf foi de encontro a ele e lhe apertou entre os braços por impulso. Todos riram dele e Minus falou:

- Não passou de um plano ridículo de Dort para me desprestigiar, por isso preciso por o meu plano em prática o mais rápido possível, e com isso quero dizer: Hoje, ao pôr completo do sol.

- Plano? – Arthur.

- Sim. O plano de invasão e ocupação do Acampamento do Exército do Leão. Encontrem-me dentro de 60g* no acampamento de vocês, levarei uma pessoa e lhes contarei meu plano.

...

* Contagem de tempo do Povo dos Cinco Reinos, “g” se refere a “Gradus”, que possui a mesma medida dos Graus que conhecemos, que se divide em minigradus (Mg) e microgradus (mg). A contagem é feita baseada nos relógios solares, um dia possui 360g (360 Gradus), meio dia é 180g e uma hora é igual a 30g.

...

- Olá Amigos, essa é Lunah, não se inquietem, ela está conosco. Lunah e 1ª Arqueira da Infantaria de Elite Arqueira, ou seja, ela é a melhor de lá. Sabe... Talvez perca apenas Para seu Comandante, Sirt. Vamos ao planos.

- Olá rapazes. - Lunah era muito feminina para ser um soldado, esbelta, de cabelos negros e pele alva com sardas que pareciam cobrir todo o seu corpo como observado por Arthur que olhava bastante para suas pernas brancas e pouco delineada por músculos, mas de uma beleza bem feminina dado seu papel no exército, os arqueiros não precisavam ser fortes, ter porte físico másculo, precisavam ser astutos e ágeis em batalha. Mas Lunah era especialmente bela, dotada de bochechas naturalmente enrubescidas, olhos castanhos e um sorriso muito encantador, o que se contradizia sua natureza indócil.

- Graças aos meus companheiros dentro do exército, temos um exército de quase 400 soldados, dentre eles por volta de 100 estão ainda dentro do acampamento e os outros estão nos esperando no ponto de onde atacaremos, à sudoeste do acampamento do exército, perto da única porta de acesso ao acampamento. Este plano, eu precisei fazer só, pois não tive tempo para vir consulta-los, mas se tiverem alguma modificação que achem necessária podemos fazê-la.
Estamos divididos em quatro grupos, numerados na sequência em que cada um vai entrar para invasão. O primeiro é grupo de soldados que ainda está dentro do acampamento, será encarregado de atacar ao meu sinal. O segundo foi algo que pensei, não sei se já existe, mas consiste em um grupo de extermínio inicial, deve ser rápido e silencioso, será liderado por Neflin. O terceiro é a nossa linha de frente, deve abater o máximo de inimigos possível, deve ser corajoso e efetivo, será liderado por Arthur. O quarto é a linha de retaguarda, responsável pela defesa e destruição, dessa parte você gosta não é Zorf? – Ele acena com a cabeça – lidere-os com sabedoria. O quinto grupo será o de arquearia, atacará a distância, será protegido pelo grupo de defesa e liderado por Lunah. E Todos receberão as ordens de Argonis aos qual entrego esse exército.

- Mas espere – disse Neflin – E você Minus? Não vai?

- Claro que sim, estarei na Linha de Frente, com os soldados liderados por Arthur, bem no centro do campo de batalha. Agora vamos ao que faremos: inicialmente nos comunicaremos por sinais de fogos de artifício. Soldados nossos estarão infiltrados entre os vigias noturnos, qualquer invasão é esperada, depois de 0g (meia noite), que é quando eles dobram a guarda e por isso estamos invadindo ao pôr do sol. O primeiro grupo vai entrar, sendo rápido e mortal eles se aproveitarão do escuro e da sua agilidade para matar o máximo de soldados inimigos que conseguirem no menor tempo possível.

- Como saberemos quem é aliado e quem é inimigo?

- Nossos aliados estarão com um pedaço de pano Branco no braço esquerdo, assim como todos nós. Continuando: O primeiro sinal vai ser um sinal Branco lançado por mim, aos olhos dos vigias e soldados das guaritas, parecerá uma estrela cadente, com esse sinal os infiltrados entre os vigias matarão os outros vigias e os soldados de guarda nas guaritas próximas ao portão, e abrirão o portão, esse é o único ponto que, se der errado, abortaremos a invasão, depois que os portões forem abertos e o primeiro grupo entrar, não abortaremos mais a missão por nenhum motivo e iremos até o fim a qualquer custo. Depois que o primeiro grupo entrar ele vai ter 30g, tempo curto dado o tamanho do acampamento, terão que cruzar o acampamento de sudoeste a nordeste, imagino que todos deverão chegar ao ponto final do acampamento, mas caso algo dê errado há três sinais de fogo que Neflin vai me mandar após os 30g, Vermelho, se tiver sido um fracasso, Azul, se boa parte tiver chegado ao ponto final a tempo e Verde, se todos tiverem chegado ao ponto final a tempo, se algo der errado com esse grupo vamos ter perdido muitos soldados e ainda alertaremos da nossa invasão, por isso devem ser o mais rápido possível, alertem os soldados para não se prenderem às rixas pessoais. Após receber o segundo sinal de Neflin eu darei o terceiro sinal, branco, que dará início a invasão dos outros grupos cada um dentro do seu papel. Pronto?

- Sim.

- Alguma pergunta, modificação ou algo assim?

- Não – Arthur e Argonis.

- Sim – Neflin - Como alguém reúne 400 soldados em tão pouco tempo?

- Em todo meio de poder há um grupo de insurreição. Bastei falar com as pessoas certas e foi se espalhando naturalmente. Mas algo? Não? Então Soldados, que também são meus amigos e irmãos, o ponto no fim da colina, no nordeste do Acampamento do Exército do Leão é o ponto em que está a nossa imortalidade, e ela é só NOSSA, vamos pegá-la, JUNTOS.

- SIM!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Capítulo 22 - A Cabeça de Minus



            Dentro do Exército do Leão, já havia soldados que estavam com mais medo de Minus do que de Dort, isso era o que Dort mais temia. Mesmo estando infiltrado no exército do Leão, sendo assistente do Grande Mor-Grão General Dort, Minus sabia que não podia abusar de perguntas ou comentário, por isso restringia simplesmente a ouvir as conversas do General, quando, por descuido o permitia. Minus parecia apenas estar esperando um momento certo para agir.
- Vossa Potência!
- Sim, General Sirt.
- Alguns dos soldados da Infantaria de Elite de Arquearia estão começando a comentar sobre uma possível resistência ao exército do leão e um apoio ao tal Minus. – O Jovem estava servindo um suco de ervas a Dort momento em que Sirt chegou, e pode assim ter o álibi para ouvir. Ele sabia o impacto que isso causava dentro do exército do Leão. A Infantaria de Elite eram os mais devotos soldados do exército, havia três infantarias de elite, a de Cavalaria (IEC), que normalmente ia à frente dos exércitos em pequenas revoltas, a de impacto (IEI) que era dotada dos homens mais fortes dos Cinco Reinos, que eram o escudo do Exército do Leão, e por ultimo a de Arquearia (IEA), que eram as torres no xadrez, os mais bem treinados em mira dos Reinos todos em um único grupo. E Minus também sabia da total e absoluta devoção do exército ao seu rei, algo que era pregado desde muito cedo aos soldados era que a batalha era o recando do soldado, não era a toa que o lema do Exército do Leão “Vivo para a guerra, morro por meu Rei, Só há um momento para exaltação do meu coração, quando estou no em batalha”. Minus ouvia os soldados dizerem em sua mente a ultima frase.
- Não é possível. O filho de uma dríade acha mesmo que pode usar um truque tão simples como dividir o exército para tentar se apoderar dele, mas não será tão fácil assim, se ele acha que tem capacidade de brincar de estratégia com o Homem mais estrategista dos Cinco reinos, certo, que seja, vamos brincar.
- O que pensa fazer, Vossa Potência?
- Quero que me tragam uma imagem de Minus, rápido, o mais rápido possível, quero ver o rosto dele.
            Mesmo com toda a calma que é natural de Minus não havia como ele não se assustar com tal pedido, se ele soubesse como era seu rosto não seria difícil perceber que o seu assistente era quem o procurava. Sirt tem fama de ser muito astuto, Minus calculara que seu rosto estaria nas mãos de Dort até o por do sol, e não havia como ele sair do acampamento do Exército até lá, ele seria visto por algum dos milhares de guardar que fazem a guarda do acampamento e nada sai, nem nada entra no acampamento sem que Dort saiba, agora sim, Minus estava em perigo.
...
O Sol se punha atrás das montanhas da Província de Ham, os companheiros de Minus já estava, há pelo menos cinco sois sem saber de Minus, começavam a duvidas de sua vida já e apensar em voltar para os seus cotidianos. Estavam juntando madeira para a fogueira que os reunia algumas vezes, o que acabou ajudando a convivência deles, o próprio Neflin, antes calado e recluso, agora se sentava junto aos outros e contava suas histórias, e no meio de uma história do calado Zorf, a qual rufava sobre uma meretriz que havia apanhado no Domínio da Rainha Lívia:
- Ela já estava terminando de tirar roupa quando tirei as minhas, ela me olhou e olhou para o pequeno Zorf, e... Hua Hua Hua, ela esticou os olhos e fez movimento com se fosse vestir as roupas de novo. – Todos Riram – Mas a peguei com um braço e...
- Desculpe senhores, - um garoto chegou, mal vestido e dentes podres – pediram-me para entregar isso. – Arthur recebeu e leu para os outros.
- “Amigos, sei que a essa altura devem estar bem familiarizados uns com os outros, isso já era planejado, mas se isto chegou às suas mãos foi porque algo deu errado, quero que tragam suas armas e minha bolsa às portas do Acampamento do Exército do Leão ao novo por do Sol e esperem por tudo
Assinado: Minus de Cedros” O que ele quis dizer com esperem por tudo.
- Acho que devemos nos aprontar para o pior. – Neflin.
- Façamos o que ele diz, mas vamos passar pelos portões do acampamento ao nascer do Sol, para ver como andam as coisas lá dentro. – Arthus como sempre, engenhoso, esperava dois senários, no primeiro os soldados estariam desconfiados de tudo e não poderiam chegar perto dos portões, em outro estariam comemorando a morte de Minus, ele torcia pelo primeiro, óbvio.
            No Dia seguinte, aos primeiros raios de sol eles juntaram suas coisas e as de Minus, e foram até as portas do acampamento logo perceberam um grande movimento os soldados se agrupando, de longe perceberam as formações e as poses dos soldados, parecia um pronunciamento. Ao longe, a inigualável silhueta do Mor-Grão General se destacava em cima de um palco de madeira, alto, com seus generais e líderes de Brigadas e infantarias ao seu lado, trazia consigo um pacote, ele pegou o enorme chifre de Nidronte e falou alto o suficiente para que Arthur e seu companheiros que estavam suficientemente longe, ouvir:
- Soldados, Guerreiros, Lutadores.
- Vossa Potência! – Todos os Milhares de Soldados arranjados em quadrados perfeitos disseram em uma só voz.
- Vivo para a guerra, morro por meu Rei, Só há um momento para exaltação do meu coração...
- Quando estou no em batalha! Vossa Potência!
- Aqueles que duvidam do poder do lendário Exército do Leão, estão fadados à morte, um destino inerente a todo aquele que desafia os Deuses. Hoje é um dia comum, como qualquer outro, mas neste dia ouve algo um pouco diferente – Dort brincava com suas próprias palavras, para fazer pouco do que iria anunciar – O Jovem chamado Minus de algum lugar, desafiou nosso exército invicto e IMORTAL! – os Soldados gritaram em reposta a exaltação de Dort. E ainda mais quando este mostrou o conteúdo do pacote que trazia, para o assombro dos companheiros que acompanhavam Arthur.
- Eis, como havia lhes prometido, a cabeça de Minus.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Capítulo 21 - A Origem do Universo no Tomo dos Sete Deuses.

          O jovem Minus, sentado à fogueira com seu tutor pede a este que lhe fale sobre a origem do universo, como sempre que ele não consegue dormir o pede o mesmo. Argonis senta-se com ar de sábio, olha o céu para inspirar mais a cena de um contador de histórias inspirado e começa:

- Como já lhe disse, tudo o que sei foi o pouco que li no Tomo dos Sete Deuses, estava escrito que “antes dessa existia uma outra terra, em um outro universo antes desse, mas esse universo era cheio de gigantes, fogo e vulcões por todos os lados e homens ímpios, mas nessa mesma terra surgirão sete sábios, que dedicarão sua vida a estudar os segredos da terra e do universo em busca de suas próprias perguntas cercadas de outras perguntas, eles diziam buscar “A Verdade Absoluta” que seria a cura para todo mal, a chave para toda porta e a redenção de todo o erro. Esses Sábios se tornaram imortais e dotados de colossal entendimento e poder do universo. Um dia, com o máximo de poder universal acumulado, eles perceberam que a terra estava errada, que tudo deveria ser desfeito e refeito, e foi então que eles voltaram no tempo, foram centro do universo e o início desse protegidos por uma magia arcana anterior há tudo que conhecemos e o que jamais conheceremos, no início de tudo, sem a existência da luz, do tempo ou ada própria existência, eles disseram ‘que se faça uma nova terra e um novo céu’ acumularam todo o poder do universo em um único e minúsculo ponto que explodiu e se fez poeira, da poeira se fez chão e céu, e surgirão dos do chão o mar e do mar a vida, a vida mudou, melhorou e se tornou no que é hoje e assim os Sete Deus confirmaram suas Divindades, tornaram-se Deuses.” – O Jovem Touro já embebecido de sono fez uma pergunta que lhe era frequente a Argonis:

- Argonis, Qual a diferença entre um Sábio e um Guerreiro?

- Um guerreiro teme a vida e ama a morte um sábio ama a morte...

- E teme a vida.


Significado: 
Tomo: Livro Sagrado ou muito antigo. (Apenas para essa ficção)