sábado, 19 de abril de 2014

Capítulo 34 - Artegon e suas orgulhosas lâminas.


-
M
ais uma vez, pegue a espada.
- Não gosto de espadas! Nasci para dizimar exércitos e não para o combate corpo-a-corpo.
- Mais nem sempre o que a gente tem é o que a gente precisa. Artegon... Um soldado habilidoso por vencer várias batalhas, mas só vence uma guerra aquele que sabe usar todo o que tem a sua disposição, somente os gênios veem mil utilidades no que a maioria das pessoas considera inútil. Então, pegue a espada.
- Sim, mestre Magosh. - Não precisarei ouvir sermões desse velho quando estiver forte o suficiente para derrotá-lo.
...
- Um duelo Artrgon? Eu e você? Novamente?
- Sim, mestre.
- Certo. Prepare-se.
- Sim. Ah! Como você se moveu tão rápido? Nem pisquei e sua bainha já estava na minha barriga?
- Não é a coragem, nem a força nem a inteligência que te faz ganhar guerras. Muitos ganharam guerras assim, mas, fins das contas, definham por perder para si mesmos. Não deixe o orgulho lhe tomar, no seu caso ele é seu pior inimigo. Que tal um sorriso pra engolir esse conselho?
- Não quero sorrir.
- Ah! Vamos quero ver seus dentes, vem aqui....
...
- Tem certeza de que quer isso?
- Sim, devo partir mestre.
- Para aonde, Artegon?
- Para onde eu possa me tornar o mais forte, não posso viver a sombra da humildade para sempre.
- A humildade não é sombra.
- Adeus, mestre.
- Você é muito forte, inteligente e astuto, mas o orgulho o torna mais fraco do que uma ovelha perdida. Não pode ser só.
- Vou lhe mostrar que posso.
...
- Minus...
- Cansei o senhor, mestre Magosh?
- Hiihihi. Sim. Não há ninguém no mundo como você, garoto. Ainda bem que nunca fui seu inimigo em batalha, teria orgulho de morrer por suas mãos. Quero que me prometa uma coisa...
- Sim, mestre.
- Sabe que já tive outro aprendiz e que, por descrédito na humildade, ele partiu.
- Sim, mestre. Sei.
- Prometa-me que, mesmo que ele não mereça você usará o que tiver de mais poderoso contra ele, para que ele tenha uma morte honrada.
- Sim, pelo que me disse imagino que ele tentará ficar a distância, posso deixar ele me ferir bastante, usarei o poder do dragão para me levantar e o derrotarei com ele.
-... Mesmo sabendo que poderia derrotá-lo em poucos segundos.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Capítulo 33 - Invasão (Parte 7) - A Arma de Minus

A
grande dúvida que emanava de Neflin contemplava a certeza e serenidade de Argonis.
- Que tipo de Demônio é Minus?
- Um demônio bem treinado - Respondeu Argonis, sarcástico mas sério.
Os dois vão de encontro a Minus, que não possuia mais o mesmo semblante risonho que engoliu o coração de Artegon. Neflin permanecia calado.
- Acredito que saiba o que significa ter usado isso agora.
- Sim. Que não estou pronto para enfrentar Dort, mas você também sabe que essa será minha única chance.
- Você já deve ter calculado tudo.
- Sim. Depois de uma investida como essa chamaremos mais atenção do trono supremo, ele enviará reforços de todos os cinco reinos para proteger a biblioteca de prisma com o protesto de proteger Dort. A população vai acatar as explicações do Rei Ancião e nos tratar como rebeldes, os quais mesmo que tenhamos alguns adeptos nunca teremos força para levantar-se contra ele. Mas se conseguirmos...
- Derrotar Dort?
- Sim. Se conseguirmos derrotá-lo, todos verão que temos chance e os mais intelectuais começaram uma onda de conscientização contra Dôminus, faremos um grupo bem estruturado e será apenas questão de tempo até conseguimos o Trono do Leão e depois o Trono Supremo.
- Mas você teme não conseguir derrotar Dort.
- Sim. Sabe... Posso não ter a menor chance.
Neste exato momento chega um mensageiro da ordem dos Angelus, a mais alta ordem dos mensageiros, incumbidos de entregar apenas as mensagens e entregas mais sigilosas e importantes, são capazes de correr vários dias sem parar. Em suas costas um grande embrulho que foi entregue nas mãos de Minus, que agradeceu e fez sinal de respeito ao Ângelus.
Logo jogou ao ar o tecido que encobria a obra de arte de Magash e uma carta: "Nesta eu usei máximo de tudo que eu aprendi, mas também acredito ser a última arma que farei, estou saindo da província porque sei que se ficar aqui morrerei, faça bom uso.
Seu tutor de armas, Magash, o Turbilhão de Lâminas."
Na mente de Minus ele já imaginava que Magash não conseguiria escapar e certamente não estava mais vivo.
Pôs o punho de metal raro em sua mão esquerda sobre as faixas e segurou a última obra prima de seu mestre das armas. Levantou-a como quem ergue um troféu, era gigantesca, quase do tamanho do próprio Minus, não se sabia de que metal era feita, mas era de um metal escuro quase avermelhado, mais claro que o bronze, com um escudo, que era um casco de tartaruga mais resistente que qualquer metal, que separava a empunhadura da lâmina, uma lâmina gigantesca que mais parecia um machado, certamente devia ter cido pensada para ser uma espada de duas mãos, mas Minus segurava-a facilmente.
- Ainda estou com medo, mas agora tenho muito mais do que meus próprios princípios em jogo. É um machado, uma espada e um escudo, defesa e ataque em uma única arma.
Minus vestiu-se de coragem, colocou sua arma nas costas e rumou em direção da barraca de Dort, mas não antes de dizer:
- Quero que me prometam uma coisa: Mesmo que tenha certeza da minha derrota, da minha morte... Quero que não interfiram.
Neflin e Argonis fizeram sinal de aprovação com a cabeça e sussurravam:
- Realmente parece uma arma impressionante.
- Não se engane com a arma – esclareceu Argonis – Ela não é para atacar ou para se defender. Dort é muito poderoso, um gênio das guerras, não é topa que está na posição que está, ele é realmente um gênio da luta, mas Minus... Minus é o resultado do maior experimento já feito, o máximo que se pode tirar de um ser humano, um soldado perfeito, a obra prima do treinamento da mente e corpo levados ais seus extremos. Sem dívidas, será a Batalha dos Gênios. E aquela arma não serve para atacar, mas sim para distrair o inimigo, tirando o foco da verdadeira arma de Minus... O Braço Esquerdo.