terça-feira, 26 de novembro de 2013

Capítulo 20 - O Rei Usurpador



É manhã, os pássaros cantam na Floresta de Cedros, Floresta que recebe o nome da província mais pobre no Reino do Leão, um Reino, dentro dos 5 Reinos comandados pelo Rei Ancião. O Reino do Leão desde que se têm notícias vive em constantes guerras civis, revoltosos formaram frentes rebeldes contra o Rei formaram resistências na esperança de derrubá-lo do seu poder, mas ele parece uma montanha, impossível de ser mover do lugar onde está. Gordon, o Rei Leão, parece um fera, apesar de sábio, ele vive indiferente a todos em sua província, e gasta todos os impostos na preparação do seu exército, seu maior orgulho, o exército do Leão é o maior e mais preparado dos 5 Reinos, sendo o exército que responde também em nome do Rei Ancião em batalhas com outras nações.
O Jovem Minus, agora com 12 ciclos de vida - o que quase se assemelha a 12 anos, já que um ciclo possui apenas 360 dias normais – treina arco e flecha a tutela de seu estima Argonis.
- Não Minus, não olhe o alvo, olhe a reta que a flecha faz, desde o início de seu cabo, até chegar ao alvo, veja essa reta... É quase. Podemos melhorar.
- Sabe Argonis, eu queria que você fosse meu pai.
- Primeiro: Você tem que parar com essa mania de, tudo que for dizer antes dizer “Sabe...” Manias podem acabar entregando você. Segundo: Seu Pai é um viajante, você o vê sempre que ele pode, mesmo que eu faça todo o possível, nunca poderia substituir seu pai, um laço sanguíneo é algo sagrado.
- Olá bezerrinho desmamado.
- Tio Dominus! – um abraço de criança, forte e caloroso, e uma pergunta sem resposta - Sabe do meu pai?
            Dominus era criador de animais, mas sua sabedoria era incrivelmente apurada, seus estudos sobre a vida, a humanidade, filosofia e outros e fizeram famoso. Muitos sábios o procuravam para uma consulta para suas dúvidas, maior que sua sabedoria, sem dúvidas era sua humildade e amor pelas coisas pequenas, principalmente pela natureza, como já que nato de um homem do campo, mas mais nato era seu dom. Um gênio, sem dúvidas.
- Não, Sei de Athus, passei por ele no Mercado de Makao, mas não sei nada do meu irmão gêmeo, Augustus... Pra mim é um interrogação. Olha o que eu trouxe.
- Sementes de bordo!
- Sim, olhe como elas voam. – As sementes foram jogadas aos céus, e as várias sementes foram caindo como hélices, girando, o que parecia algo incrivelmente fantástico aos olhos de um menino. – Sabe Minus, um dia você vai crescer, vai deixar de ser um bezerro desmamado e vai se tornar um Touro, e essa vontade que você tem vai evoluir, e se tornar algo maior que a coragem, eu quero que você seja grande, maior do que qualquer homem já foi. Por isso estude, cresça, não apenas fisicamente, o que é inevitável, mas cresça psicologicamente e emocionalmente. Tenha foco, tenha metas e lute por elas, com amor, e lutar com amor é lutar querendo o bem dos outros, isso faz homem de verdade.
- Sim, tio Dominus. – Minus ficou brincando com as sementes de bordo e Dominus chamou Argonis para ter com ele sem que Minus ouça.
- Argonis, você sabe que o Rei Ancião morreu, não é?
- Ouvi boatos.
- Deve imaginar que eu sou um dos candidatos a novo Rei Ancião.
- Se for, tenho certeza de que será um bom rei.
- Não é isso que temo.
- E o que é?
- Nada, deve ser só um mal pressentimento.
...
Castelo Celestial, Lar do Rei Ancião, depois 12 Sois de estudo pelo Conselho Ancião - ordem que é responsável pela escolha do Rei Ancião, bem como nas tomadas das principais decisões referente aso Cinco Reinos – Finalmente foi escolhido o novo Rei Ancião. Minus e Argonis estavam um pouco distantes, mas o suficiente para saber que Augustus estava lá, mas não Dominus.
- O Ancestral e Infalível Conselho Ancião declara como novo Rei Ancião o nome de Dominus Himperiter.
            Para a surpresa de Minus e Argonis, quem se levantou ao som das palmas e clamores foi Augustus, caminhou até o altar, sentou-se no trono e recebeu a mitra de Rei. Um Rei Usurpador.

Mitra

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Capítulo 19 – A Ordem de Dominus Rei

O Homem todo coberto apenas com a cabeça de fora cruza o gigantesco salão, passando pelas pilastras de mármore com espessura maior do que as sequoias mais largas e altas que já se viu, e esculturas de pedra, mármore, bronze e ouro de homens e mulheres em posições atléticas.
Ao fim do interminável corredor ele se depara com uma porta colossal que aparentava ter mais de 50 pés de altura. Ao chegar ele bate a maçaneta em forma de crânio de dragão e pouco passa até a porta ser aberta saindo de lá um homem de aparência inicialmente idosa, de cabelos e barbas longos e brancos, mas de ótima aparência e porte físico, pouco visíveis em baixo de um sobre tudo vermelho com detalhes em ouro puro e na cabeça a coroa do Rei Ancião, diferente das coroas dos outros reis, a dele era em forma de uma mitra, em ouro maciço e completamente adornada com pedras mais preciosas do que o diamante, diz à lenda que essa coroa foi dada dos céus ao Rei Ancião e que ela possua uma energia incomum que eleva o espírito e mantem sempre coração e mente centrados e equilibrados.
Com voz tranquila e muito imponente ele falou:
- Pois não, Rasputin.
- É por obséquio que rogo o perdão de Vossa Absoluticidade pela interrupção da Vossa Meditação, Mas surgiu um problema.
- Continue.
- Shamans e Necromantes realizaram um ritual proibido para reviver alguém, provavelmente Fausto, O Primeiro Grande Mago.
- È muito bela essa curiosidade humana, mas sem limites o caos permeia. Creio eu que tenha dado errado.
- Sim, Vossa Sabedoria.
- Nunca haveria de dar certo, não por falta de competência, mas sim por falta de reagentes.
- Não entendo, Vossa Sabedoria.
- Oh! Creio que para você eu posso falar, Grigori: Fausto está vivo.
- Por essa eu não esperava, mas devo dizer que não me surpreendo dadas as minhas circunstâncias.
- Sim. Se não lhe conto mais é por seu próprio bem. Algo mais?
- Sim, Vossa Sabedoria, rogo pela sua posição quanto ao caso do Garoto de Cedros. – O Ancião imponente respirou fundo, olhou para o teto distante e disse:
- Diga aquele gorila do Gordon que mande matar qualquer um que tem ou teve qualquer contato com ele, ele se revelará por si só.
- Claro, Vossa Sabedoria.

... Poucos sóis depois.

            Um ângelo, divisão mais alta dos mensageiros dos Cinco Reinos, trás uma carta pessoal e urgente para Minus, se um ângelo leva uma carta é por que é um caso mais importante do que vida ou morte.

Querido Amigo, se estiver com essa carta em mãos é porque o que eu mais temia tornou-se real, eu e todos os meus contatos estão mortos e não pude continuar minhas investigações no Castelo Celestial, – Castelo de Dominus Rei – ainda rezo para que esteja vivo para ler essa carta. O que posso fazer por você é lhe contar o que descobri. Com a carta estão alguns dos rascunhos e cálculos que você me pediu juntamente com a planta de todo o Castelo Celestial. Mas o que descobri foi algo que sem dúvidas você vai gostar. Há sim um local secreto no subsolo do Castelo que possui a Sabedoria Absoluta, a Verdade que você tanto procura, é chamada Biblioteca de Ouro, não por menos tudo o que há nela está escrito em pedras de ouro em idiomas mais antigos do que a humanidade, e nele contem todos os segredos do universo preservado eternamente e dados aos homens pelos próprios Deuses, mas há um artefato em especial, que não é de ouro, o que chama de Livro da Vida, que é um conjunto de livros, dizem que quem o possui não perece nunca e fala também sobre um Deus Ancestral que foi o criador de todos os outros Deuses, foi o máximo que consegui, amigo.
Até uma próxima, cuide de Kalayne pra mim.
Kalays Klemonte

- O que você vai fazer agora? – Perguntou o Neflin.
- Vou fazer o que tenho feito, permanecer ao lado de Dort.
- Não seria arriscado?
- Estou no último lugar onde eles me procurariam.
- Faz sentido.
- A essa altura Gosh também deve estar morto.
- Qualquer um nessa situação estaria em desespero, fugir de Dominus, para a maioria das pessoas que vive nos Cinco Reinos fugir do Rei Ancião é fugir dos Deuses.

- Sabe... Os Deuses deveriam procurar primeiro as coisas em baixo dos seus narizes.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Capítulo 18 - Revelações.

- Que isso? – Perguntou Arthur, acordando.
- Uma Carta – Neflin – De... Minus!
            “Amigos, há essa hora provavelmente já estarei ao lado de Dort lhe entregando uma outra carta. Como sei que ele não tem a menor ideia de como me pareço posso usar isso a meu favor, logo voltarei com mais noticias.
Minus de Cedros.”
- Maldito!
- Ele deve saber o que faz Neflin.
- Espero que sim.
...
- Mor-Gão-General, um homem alto e forte está querendo falar com você, disse que traz notícias sobre Minus de Cedros.
- Deixe-o entrar.
- Sim, Vossa Força.
- Dort?
- Tente Mor-Grão-General Dort.
- Claro. Vim a mando de meu amigo Minus para tratar sobre a rendição de seu exército.
- Você é realmente corajoso garoto. O que me impede de lhe torturar e lhe tirar algumas informações sobre esse Minus?
- Somente sua bondade. – Dort faz uma cara de dar medo a qualquer um, se aproxima de Minus e lhe olha nos olhos.
- O que lhe deu na cabeça para fazer joguinhos com alguém como eu?
- Um jogo é menos do que proponho. Aqui, essa é a carta de Minus.
- Jogue-a na fogueira, talvez suas palavras queimem melhor do que me fazer algum efeito.
- Não quer ler?
- Não tocaria em nada que ele me enviasse. - ( Como ele sabe que não pode tocar?)
- Pois bem. Eu lhe proponho ser seu espião, sei onde Minus  e seus companheiros estão e posso lhe reportar notícias.
- E por que eu confiaria em você?
- Por causa disso. – Minus mostrou uma tatuagem, um brasão que só poderia ser reconhecido por poucos, o brasão da corte de Dominus Rei.
- Onde conseguiu isso?
- Tenho certeza que gostaria de um desses. Mas realmente é para poucos.
- O que faz entre os plebeus?
- Meus serviços não foram necessários para Vossa Absoluta Sabedoria, Dominus Rei. Digamos que estou na reserva, quando ele precisar de mim de novo ele me chamará.
- certo, confiarei em você por enquanto. Mas não espere que conte qualquer plano, ideia ou projeto que eu tenha.
- Claro que não, Vossa Força.
- Então... Faça-me um relatório e me entregue assim que possível sobre tudo que sabe sobre esse Minus, o Touro.
- Logo o trarei, Vossa Força.
...
- Ei, Aqui! Minus.
- Xiiiiu! Não fale meu nome! Ah! Athus?! È você mesmo?
- Sim, sim.
- O que o irmão de meu pai faz por essas terras novamente?
- Tenho assuntos a resolver, mas logo sairei para os países do oeste.
- Faz muitos anos, como me reconheceu.
- Sua pele morena, seus olhos azuis, há poucos como você, pouquíssimos.
- Muita coisa aconteceu e todos me abandonaram.
- E Argonis, ele deveria cuidar de você.
- E cuida, como o pai que eu não tive.
- Minus, seu pai tinha que partir.
- Para matar seu irmão e tomar o Trono Ancião?
- Então você sabe?
- Sim, de tudo. Sei que o atual Dominus Rei, é um usurpador, que é meu pai Augustus que está lá se passando por Dominus.
- E o que pretende fazer?
- O que mais? Matá-lo e tomar o trono para mim. Tenho planos para os Cinco Reinos.
- Não pode estar falando sério.
- Mas estou.
- Sabe que é loucura, ninguém vai acreditar em você! Nunca chegará se quer a vê-lo.
- O ser humano tem o péssimo hábito de subestimar, principalmente na sociedade em que vivemos, acreditamos que os mais ricos e mais inteligentes sempre crescerão mais e mais, e que os insetos que vivem nos povoados dos reinos sempre serão os mesmo, mas essa é a vantagem que tenho, o dominador simplesmente domina, mas somente o dominado tem o poder de virar o jogo.
- Sei que não é louco nem imprudente deve ter alguns pontos a seu favor. O treinamento do velho deu certo, suponho.
- Sim, mas não quero chegar ao ponto de usar isso. - Disse Minus olhando para o braço completamente enfaixado.
- Que ele fez?
- Não foi bem um “treinamento” foi mais um experimento. Ele transformou meu braço em uma arma, modificou por completo, desde a pele que foi reforçada como uma couraça de lagarto e glândulas de suor que agora são glândulas de venenos até os ossos.
- Veneno? Como faz para não entrar em contato com o seu sangue?
- Há outra circulação independente.
- Duas circulações?
- Dois Corações. - Minus tirou a camisa e mostra uma grande cicatriz que em seu peito esquerdo. – Um coração humano e um de reptiliano, um coração de dragão.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Capitulo 17




“- Há rumores de que o Exército do Leão está caindo.
- Mas por que? Quem?
- Ouvi dizer que foi esse tal de Minus, que vem de Cedros.
- O que ele quer?
- Não sei, mas o que sei é que a maior parte dos Generais, Capitães, Médicos, Curandeiros e estrategistas do exército estão mortos.
- Isso deve ser bruxaria.
- Claro que é.”
...
- Parabéns garoto, se você queria atenção, está conseguindo, todos estão comentando. – disse o velho Arthur sentado em uma pedra, após retirar seu capuz que usou para fazer compras sem ser notado pelo exército que agora os procura.
- É mais do que isso. – Disse Minus com o peito estufado e o olhar sonhador de sempre olhando para o céu, no qual o sol se punha rasgava o azul fazendo-o sangrar.
- Explique. – Neflin.
- Vocês ainda não enxergaram?
- Você, de alguma forma enfeitiçou os generais e médicos do exército. Os que comandam e os que poderiam curar o exército.
- Isso! Sabe... Há apenas uma forma de lutar contra exército quando você está em minoria...
- Atingindo os líderes. – Arthur.
- Exato! – ele parece empolgado – E os médicos deixariam meio evidente que não é um feitiço, creio eu, por isso também matei os curandeiros e shamans.
- Se não é um feitiço, o que é? – Arthur.
- Uma doença. O mal do carvão, conhecido em outros países como carbúnculo. Escolhi-o porquê era o de mais fácil contágio. Sabe... Quero ver como o Exército do Leão reage a uma guerra sem armas, pelo menos por enquanto.
...
- Não é mais uma questão de um desordeiro que ganhou uma batalha, é um louco que desafiou o Exército do Leão, e se têm amor e honra por esse exército todos vocês vão atrás dele e matá-lo, não hesitem, não pensei, ele vai tentar distraí-los, enganá-los, mas vocês são os homens mais preparados dos 5 Reinos e ninguém nos faz de tolos! Pela Honra de Nossa Força, O Rei Leão!
- Pela Honra de Nossa Força, O Rei Leão! – O som dos quase 100 mil homens ecoou até as montanhas.
- Senhor, Vossa Sabedoria não acha que exagerou um pouco?
- Não, Artegon, O mal do sábio é achar que todos são tolos. O fato de nunca ter perdido uma batalha é porque sempre vou pra cima com tudo e nunca... Nunca subestimo um inimigo. E eu Juro, Artegon, JURO! Que este insolente vai morrer, ou ele ou eu.