sábado, 5 de janeiro de 2013

Capítulo 15


           A biblioteca de prisma não era muito diferente do resto da província, pessoas de todas as nacionalidades, cores e crédulos passeavam por, todos com um silêncio clérigo.
           A Biblioteca era dividida em três andares, um subterrâneo, no qual ficavam as obras mais raras, um térreo, onde ficavam as obras mais populares, e no andar superior, onde ficavam locais de convivência, salas de discussão e documentos científicos.
            Nosso cinco viajantes entraram e foram recebidos por um senhor idoso de sobrancelhas grossas, tão grossas que pareciam lhe tapas a visão:
- Nobres andantes, que Fausto os proteja, bem vindos à Biblioteca de Prisma, desejam algo de especial?
- Não, nobre ancião. Apenas pesquisas sobre forja de armas e administração, queremos montar um loja de armas.
- Sim claro, posso saber seus nomes?
            Minus logo estranhou aquele tratamento cauteloso, mas não estranhou. Era normal a segurança ficar mais atenta depois dos furtos nas periferias da província.
- Me chamo Minus, de Cedros, estes são Arthur, Argonis, N... – Neflin bateu o cotovelo na cintura de Minus levemente – Natan e Zorf.
- Todos vêm de Cedros?
- Sim – Minus não queria levantar mais suspeitas então resolveu dizer que sim.
- Pois que seja, Om... Sejam bem vindos e façam bom uso de sua sabedoria.
            Eram incontáveis prateleiras entalhadas com momentos históricos e fictícios enfileirados em interminável galpão com teto de dor dourado, com colunas e paredes extremamente limpas e impecavelmente bem cuidadas, mesmo a biblioteca tendo mais de 300 ciclos de existência.
            Eles subirão para o andar superior, que não era diferente do térreo, e entraram em uma sala distante com os dois livros que Minus havia pego. Abriu cada um em um mapa e começou a falar:
- Este é o Mapa dos Cinco Reinos e este é o mapa do Domínio de Gordon, estávamos aqui em Cedros, andamos até Makao e agora estamos aqui em prisma. Nosso primeiro objetivo está aqui...
- E o que tem aí? – Arthur Pergunta.
- E o que espera fazer aí? – Neflin se manifesta.
- Estou percebendo que sua fé em mim está um pouco em baixa.
- Eu não tenho fé em ninguém garoto-touro – Neflin desafia.
- Que seja. Peço que me escutem agora: Há algo que pode destruir qualquer ser humano, por mais forte que pareça ou por mais poderoso que seja... Esse algo é o pânico. Em pânico as pessoas não pensam direto, fazem coisas precipitadas e o que eu quero e manipular esse pânico.
- Ainda não entendo – Questiona Arthur.
- Quero que olhem para esse frasco, vêem? Isso se chama, o Mal do Carvão* é algo que pode matar milhares de pessoas em poucas horas, é algo que foi esquecido no tempo, mas eu consegui, depois de perder muito tempo e dinheiro essa boa quantidade, mais do que suficiente para matar a metade do Exército do Leão.
- Metade? – Pela primeira vez Argonis questiona Minus, pelo visto nem ele sabia desse plano.
- Sim, meu planos não é dizimar o Exército, é trazê-los para o nosso lado. Quero ameaçar da forma certa eles, para que eu precise usar o mínimo possível isso.
- Pretende fazê-los pensar que é um Deus e vai jogar-lhes a prega do carvão neles caso eles não o ajudem em seu propósito? – altivo, complementa Neflin.
- Não, isso levaria a muitas traições, pretendo algo mais astuto. Não serei um Deus que amaldiçoa, serei um Deus que liberta... – No mesmo momento um garoto marrom franzino e de olhos granes entra na sala sem fôlego:
- Minus... É o Rei... Ele está proc... Há soldados por todos os lados!
- Quem é esse menino? – Indaga Argonis.
- Um de meus informantes, vamos! – Colocou três moedas de ouro (muito dinheiro) na mão do garoto e correu pela porta.
            Realmente haviam guardas por todos os lados, vasculharão tudo, tudo menos o grupo de monges que passava perto da Orquestra de Prisma, onde justamente os Cinco estavam com mantos vermelhos sobre os corpos, que no meios de tantos monges encapusados não foram estranhados e quando o foram já estavam a meia distancia da saída de Prisma em direção a Ham.

* Mal do Carvão: Carbúnculo, Antrax ou Antraz.

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