terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Capítulo 24 - Invasão (Parte 1)

Indo para a guerra, o medo é visto nos olhos de cada um, cada um dos quase 300 soldados que estavam ali, demonstravam coragem e em suas posturas de guerra, prontos para morte, mas em seus olhos, ainda estava o medo, mas a diferença entre eles e um plebeu comum era que eles não ignoravam o medo, cada um daqueles cães de caça sentiu na pele o que é uma batalha, morte, sangue e pedaços mutilados de carne humana voando para todos os lados, e mesmo assim eles usavam o medo, não o ignoravam, mas sim deixavam-no tomar conta, e deixavam ele queimar em seus olhos, e se transformar em tudo que eles precisavam para se manter vivos no campo de batalha.
Argonis já havia vivenciado inúmeras vezes as batalhas que deixaram a província do Leão famosa por ser a província que vive de guerras e achava justo que Minus respondesse na única língua que Gordon conhecia, a língua do sangue e da morte de batalha.
- Argonis, certo?
- Sim. Lunah, se bem me lembro.
- Isso. E você é Neflin.
- Mais ou menos isso.
- Argonis eu entendo que siga Minus, mas por que você o segue, Neflin?
- Essa eu também queria ouvir. – Disse Argonis com um sorriso no rosto na tentativa de descontrair o sentimento de batalha iminente.
- Bom... São os olhos dele. Têm algo diferente. Aquele algo que faz com que todos o queiram seguir, algo que faz com que todos acreditem que ele realmente vai conseguir o que quer. E também espero receber um bom dinheiro por isso, ou um posto nobre, talvez.
          Todos os soldados de primeiro esquadrão já estavam se posicionando, alguns rezavam outros simplesmente estavam pensando como Neflin que se sentou no chão, cruzou as pernas e esperou os outros chegarem.
Depois de algum Neflin já começava a se posicionar para a batalha, usava uma roupa leve de couro com escamas de uma liga de alumínio que era resistente e leve o suficiente para a batalha, nas costas: Luna, a arma que ganhara de Magosh, ou Gosh, o velho armeiro, a arma corria suas costas do lado direito parecendo um leque aberto. Suas adagas também já estavam em mãos, puxou o capuz que cobriria sua cabeça e o lenço negro que cobria seu rosto, deixando apenas os olhos amarelos à vista, iluminados pela lua, pensou na coincidência: Lua, Luna e Lunah.
- Atenção! – Falou Minus aos cerca de 50 homens e mulheres que faziam parte do Primeiro grupo. – Esquadrão de Extermínio Inicial, em posição. – Todos se abaixaram com se fosse participar de uma corrida, todos imperceptíveis na escuridão, vestidos de negro, a não ser pelo pequeno lenço branco que carregavam nos braços esquerdos – Eu acredito que todos aqui têm seus deuses, suas crenças, ou não creem em nada, mas o que eu posso lhes garantir, é que hoje vocês estão sendo superiores a qualquer Deus, porque hoje, mataremos um imortal, O temido Exército do Leão cairá! Ao meu comando... – Minus fez o sinal aos aliados dentro das muralhas e um cometa branco cruzou os céus e, dentro de alguns Mgs, os portões da grande muralha do Leão abriram- se e Minus Rugiu - Vão!
          Os Soldados corriam como feras velozes atrás de suas prezas, antes que a coruja branca que passava cortasse os céus eles já haviam descido a colina e entrado pelo imenso portão de metal. Agora era uma questão de tempo... Mas o que? O que houve? O sinal de alerta soou! Mas não era o sinal de invasão, era o sinal de almoço!



terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Capítulo 23 – Plano de Invasão do Acampamento do Exército do Leão


         Após a grande decepção que sofreram, os companheiros de Arthur retornavam ao seu acampamento quando foram surpreendidos por um estranho alto, mas ao revelar seu rosto viram que era o próprio Minus que aparecia diante deles em carne e osso. Todos ficaram Atônitos e alegres, mas apenas Zorf foi de encontro a ele e lhe apertou entre os braços por impulso. Todos riram dele e Minus falou:

- Não passou de um plano ridículo de Dort para me desprestigiar, por isso preciso por o meu plano em prática o mais rápido possível, e com isso quero dizer: Hoje, ao pôr completo do sol.

- Plano? – Arthur.

- Sim. O plano de invasão e ocupação do Acampamento do Exército do Leão. Encontrem-me dentro de 60g* no acampamento de vocês, levarei uma pessoa e lhes contarei meu plano.

...

* Contagem de tempo do Povo dos Cinco Reinos, “g” se refere a “Gradus”, que possui a mesma medida dos Graus que conhecemos, que se divide em minigradus (Mg) e microgradus (mg). A contagem é feita baseada nos relógios solares, um dia possui 360g (360 Gradus), meio dia é 180g e uma hora é igual a 30g.

...

- Olá Amigos, essa é Lunah, não se inquietem, ela está conosco. Lunah e 1ª Arqueira da Infantaria de Elite Arqueira, ou seja, ela é a melhor de lá. Sabe... Talvez perca apenas Para seu Comandante, Sirt. Vamos ao planos.

- Olá rapazes. - Lunah era muito feminina para ser um soldado, esbelta, de cabelos negros e pele alva com sardas que pareciam cobrir todo o seu corpo como observado por Arthur que olhava bastante para suas pernas brancas e pouco delineada por músculos, mas de uma beleza bem feminina dado seu papel no exército, os arqueiros não precisavam ser fortes, ter porte físico másculo, precisavam ser astutos e ágeis em batalha. Mas Lunah era especialmente bela, dotada de bochechas naturalmente enrubescidas, olhos castanhos e um sorriso muito encantador, o que se contradizia sua natureza indócil.

- Graças aos meus companheiros dentro do exército, temos um exército de quase 400 soldados, dentre eles por volta de 100 estão ainda dentro do acampamento e os outros estão nos esperando no ponto de onde atacaremos, à sudoeste do acampamento do exército, perto da única porta de acesso ao acampamento. Este plano, eu precisei fazer só, pois não tive tempo para vir consulta-los, mas se tiverem alguma modificação que achem necessária podemos fazê-la.
Estamos divididos em quatro grupos, numerados na sequência em que cada um vai entrar para invasão. O primeiro é grupo de soldados que ainda está dentro do acampamento, será encarregado de atacar ao meu sinal. O segundo foi algo que pensei, não sei se já existe, mas consiste em um grupo de extermínio inicial, deve ser rápido e silencioso, será liderado por Neflin. O terceiro é a nossa linha de frente, deve abater o máximo de inimigos possível, deve ser corajoso e efetivo, será liderado por Arthur. O quarto é a linha de retaguarda, responsável pela defesa e destruição, dessa parte você gosta não é Zorf? – Ele acena com a cabeça – lidere-os com sabedoria. O quinto grupo será o de arquearia, atacará a distância, será protegido pelo grupo de defesa e liderado por Lunah. E Todos receberão as ordens de Argonis aos qual entrego esse exército.

- Mas espere – disse Neflin – E você Minus? Não vai?

- Claro que sim, estarei na Linha de Frente, com os soldados liderados por Arthur, bem no centro do campo de batalha. Agora vamos ao que faremos: inicialmente nos comunicaremos por sinais de fogos de artifício. Soldados nossos estarão infiltrados entre os vigias noturnos, qualquer invasão é esperada, depois de 0g (meia noite), que é quando eles dobram a guarda e por isso estamos invadindo ao pôr do sol. O primeiro grupo vai entrar, sendo rápido e mortal eles se aproveitarão do escuro e da sua agilidade para matar o máximo de soldados inimigos que conseguirem no menor tempo possível.

- Como saberemos quem é aliado e quem é inimigo?

- Nossos aliados estarão com um pedaço de pano Branco no braço esquerdo, assim como todos nós. Continuando: O primeiro sinal vai ser um sinal Branco lançado por mim, aos olhos dos vigias e soldados das guaritas, parecerá uma estrela cadente, com esse sinal os infiltrados entre os vigias matarão os outros vigias e os soldados de guarda nas guaritas próximas ao portão, e abrirão o portão, esse é o único ponto que, se der errado, abortaremos a invasão, depois que os portões forem abertos e o primeiro grupo entrar, não abortaremos mais a missão por nenhum motivo e iremos até o fim a qualquer custo. Depois que o primeiro grupo entrar ele vai ter 30g, tempo curto dado o tamanho do acampamento, terão que cruzar o acampamento de sudoeste a nordeste, imagino que todos deverão chegar ao ponto final do acampamento, mas caso algo dê errado há três sinais de fogo que Neflin vai me mandar após os 30g, Vermelho, se tiver sido um fracasso, Azul, se boa parte tiver chegado ao ponto final a tempo e Verde, se todos tiverem chegado ao ponto final a tempo, se algo der errado com esse grupo vamos ter perdido muitos soldados e ainda alertaremos da nossa invasão, por isso devem ser o mais rápido possível, alertem os soldados para não se prenderem às rixas pessoais. Após receber o segundo sinal de Neflin eu darei o terceiro sinal, branco, que dará início a invasão dos outros grupos cada um dentro do seu papel. Pronto?

- Sim.

- Alguma pergunta, modificação ou algo assim?

- Não – Arthur e Argonis.

- Sim – Neflin - Como alguém reúne 400 soldados em tão pouco tempo?

- Em todo meio de poder há um grupo de insurreição. Bastei falar com as pessoas certas e foi se espalhando naturalmente. Mas algo? Não? Então Soldados, que também são meus amigos e irmãos, o ponto no fim da colina, no nordeste do Acampamento do Exército do Leão é o ponto em que está a nossa imortalidade, e ela é só NOSSA, vamos pegá-la, JUNTOS.

- SIM!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Capítulo 22 - A Cabeça de Minus



            Dentro do Exército do Leão, já havia soldados que estavam com mais medo de Minus do que de Dort, isso era o que Dort mais temia. Mesmo estando infiltrado no exército do Leão, sendo assistente do Grande Mor-Grão General Dort, Minus sabia que não podia abusar de perguntas ou comentário, por isso restringia simplesmente a ouvir as conversas do General, quando, por descuido o permitia. Minus parecia apenas estar esperando um momento certo para agir.
- Vossa Potência!
- Sim, General Sirt.
- Alguns dos soldados da Infantaria de Elite de Arquearia estão começando a comentar sobre uma possível resistência ao exército do leão e um apoio ao tal Minus. – O Jovem estava servindo um suco de ervas a Dort momento em que Sirt chegou, e pode assim ter o álibi para ouvir. Ele sabia o impacto que isso causava dentro do exército do Leão. A Infantaria de Elite eram os mais devotos soldados do exército, havia três infantarias de elite, a de Cavalaria (IEC), que normalmente ia à frente dos exércitos em pequenas revoltas, a de impacto (IEI) que era dotada dos homens mais fortes dos Cinco Reinos, que eram o escudo do Exército do Leão, e por ultimo a de Arquearia (IEA), que eram as torres no xadrez, os mais bem treinados em mira dos Reinos todos em um único grupo. E Minus também sabia da total e absoluta devoção do exército ao seu rei, algo que era pregado desde muito cedo aos soldados era que a batalha era o recando do soldado, não era a toa que o lema do Exército do Leão “Vivo para a guerra, morro por meu Rei, Só há um momento para exaltação do meu coração, quando estou no em batalha”. Minus ouvia os soldados dizerem em sua mente a ultima frase.
- Não é possível. O filho de uma dríade acha mesmo que pode usar um truque tão simples como dividir o exército para tentar se apoderar dele, mas não será tão fácil assim, se ele acha que tem capacidade de brincar de estratégia com o Homem mais estrategista dos Cinco reinos, certo, que seja, vamos brincar.
- O que pensa fazer, Vossa Potência?
- Quero que me tragam uma imagem de Minus, rápido, o mais rápido possível, quero ver o rosto dele.
            Mesmo com toda a calma que é natural de Minus não havia como ele não se assustar com tal pedido, se ele soubesse como era seu rosto não seria difícil perceber que o seu assistente era quem o procurava. Sirt tem fama de ser muito astuto, Minus calculara que seu rosto estaria nas mãos de Dort até o por do sol, e não havia como ele sair do acampamento do Exército até lá, ele seria visto por algum dos milhares de guardar que fazem a guarda do acampamento e nada sai, nem nada entra no acampamento sem que Dort saiba, agora sim, Minus estava em perigo.
...
O Sol se punha atrás das montanhas da Província de Ham, os companheiros de Minus já estava, há pelo menos cinco sois sem saber de Minus, começavam a duvidas de sua vida já e apensar em voltar para os seus cotidianos. Estavam juntando madeira para a fogueira que os reunia algumas vezes, o que acabou ajudando a convivência deles, o próprio Neflin, antes calado e recluso, agora se sentava junto aos outros e contava suas histórias, e no meio de uma história do calado Zorf, a qual rufava sobre uma meretriz que havia apanhado no Domínio da Rainha Lívia:
- Ela já estava terminando de tirar roupa quando tirei as minhas, ela me olhou e olhou para o pequeno Zorf, e... Hua Hua Hua, ela esticou os olhos e fez movimento com se fosse vestir as roupas de novo. – Todos Riram – Mas a peguei com um braço e...
- Desculpe senhores, - um garoto chegou, mal vestido e dentes podres – pediram-me para entregar isso. – Arthur recebeu e leu para os outros.
- “Amigos, sei que a essa altura devem estar bem familiarizados uns com os outros, isso já era planejado, mas se isto chegou às suas mãos foi porque algo deu errado, quero que tragam suas armas e minha bolsa às portas do Acampamento do Exército do Leão ao novo por do Sol e esperem por tudo
Assinado: Minus de Cedros” O que ele quis dizer com esperem por tudo.
- Acho que devemos nos aprontar para o pior. – Neflin.
- Façamos o que ele diz, mas vamos passar pelos portões do acampamento ao nascer do Sol, para ver como andam as coisas lá dentro. – Arthus como sempre, engenhoso, esperava dois senários, no primeiro os soldados estariam desconfiados de tudo e não poderiam chegar perto dos portões, em outro estariam comemorando a morte de Minus, ele torcia pelo primeiro, óbvio.
            No Dia seguinte, aos primeiros raios de sol eles juntaram suas coisas e as de Minus, e foram até as portas do acampamento logo perceberam um grande movimento os soldados se agrupando, de longe perceberam as formações e as poses dos soldados, parecia um pronunciamento. Ao longe, a inigualável silhueta do Mor-Grão General se destacava em cima de um palco de madeira, alto, com seus generais e líderes de Brigadas e infantarias ao seu lado, trazia consigo um pacote, ele pegou o enorme chifre de Nidronte e falou alto o suficiente para que Arthur e seu companheiros que estavam suficientemente longe, ouvir:
- Soldados, Guerreiros, Lutadores.
- Vossa Potência! – Todos os Milhares de Soldados arranjados em quadrados perfeitos disseram em uma só voz.
- Vivo para a guerra, morro por meu Rei, Só há um momento para exaltação do meu coração...
- Quando estou no em batalha! Vossa Potência!
- Aqueles que duvidam do poder do lendário Exército do Leão, estão fadados à morte, um destino inerente a todo aquele que desafia os Deuses. Hoje é um dia comum, como qualquer outro, mas neste dia ouve algo um pouco diferente – Dort brincava com suas próprias palavras, para fazer pouco do que iria anunciar – O Jovem chamado Minus de algum lugar, desafiou nosso exército invicto e IMORTAL! – os Soldados gritaram em reposta a exaltação de Dort. E ainda mais quando este mostrou o conteúdo do pacote que trazia, para o assombro dos companheiros que acompanhavam Arthur.
- Eis, como havia lhes prometido, a cabeça de Minus.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Capítulo 21 - A Origem do Universo no Tomo dos Sete Deuses.

          O jovem Minus, sentado à fogueira com seu tutor pede a este que lhe fale sobre a origem do universo, como sempre que ele não consegue dormir o pede o mesmo. Argonis senta-se com ar de sábio, olha o céu para inspirar mais a cena de um contador de histórias inspirado e começa:

- Como já lhe disse, tudo o que sei foi o pouco que li no Tomo dos Sete Deuses, estava escrito que “antes dessa existia uma outra terra, em um outro universo antes desse, mas esse universo era cheio de gigantes, fogo e vulcões por todos os lados e homens ímpios, mas nessa mesma terra surgirão sete sábios, que dedicarão sua vida a estudar os segredos da terra e do universo em busca de suas próprias perguntas cercadas de outras perguntas, eles diziam buscar “A Verdade Absoluta” que seria a cura para todo mal, a chave para toda porta e a redenção de todo o erro. Esses Sábios se tornaram imortais e dotados de colossal entendimento e poder do universo. Um dia, com o máximo de poder universal acumulado, eles perceberam que a terra estava errada, que tudo deveria ser desfeito e refeito, e foi então que eles voltaram no tempo, foram centro do universo e o início desse protegidos por uma magia arcana anterior há tudo que conhecemos e o que jamais conheceremos, no início de tudo, sem a existência da luz, do tempo ou ada própria existência, eles disseram ‘que se faça uma nova terra e um novo céu’ acumularam todo o poder do universo em um único e minúsculo ponto que explodiu e se fez poeira, da poeira se fez chão e céu, e surgirão dos do chão o mar e do mar a vida, a vida mudou, melhorou e se tornou no que é hoje e assim os Sete Deus confirmaram suas Divindades, tornaram-se Deuses.” – O Jovem Touro já embebecido de sono fez uma pergunta que lhe era frequente a Argonis:

- Argonis, Qual a diferença entre um Sábio e um Guerreiro?

- Um guerreiro teme a vida e ama a morte um sábio ama a morte...

- E teme a vida.


Significado: 
Tomo: Livro Sagrado ou muito antigo. (Apenas para essa ficção)

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Capítulo 20 - O Rei Usurpador



É manhã, os pássaros cantam na Floresta de Cedros, Floresta que recebe o nome da província mais pobre no Reino do Leão, um Reino, dentro dos 5 Reinos comandados pelo Rei Ancião. O Reino do Leão desde que se têm notícias vive em constantes guerras civis, revoltosos formaram frentes rebeldes contra o Rei formaram resistências na esperança de derrubá-lo do seu poder, mas ele parece uma montanha, impossível de ser mover do lugar onde está. Gordon, o Rei Leão, parece um fera, apesar de sábio, ele vive indiferente a todos em sua província, e gasta todos os impostos na preparação do seu exército, seu maior orgulho, o exército do Leão é o maior e mais preparado dos 5 Reinos, sendo o exército que responde também em nome do Rei Ancião em batalhas com outras nações.
O Jovem Minus, agora com 12 ciclos de vida - o que quase se assemelha a 12 anos, já que um ciclo possui apenas 360 dias normais – treina arco e flecha a tutela de seu estima Argonis.
- Não Minus, não olhe o alvo, olhe a reta que a flecha faz, desde o início de seu cabo, até chegar ao alvo, veja essa reta... É quase. Podemos melhorar.
- Sabe Argonis, eu queria que você fosse meu pai.
- Primeiro: Você tem que parar com essa mania de, tudo que for dizer antes dizer “Sabe...” Manias podem acabar entregando você. Segundo: Seu Pai é um viajante, você o vê sempre que ele pode, mesmo que eu faça todo o possível, nunca poderia substituir seu pai, um laço sanguíneo é algo sagrado.
- Olá bezerrinho desmamado.
- Tio Dominus! – um abraço de criança, forte e caloroso, e uma pergunta sem resposta - Sabe do meu pai?
            Dominus era criador de animais, mas sua sabedoria era incrivelmente apurada, seus estudos sobre a vida, a humanidade, filosofia e outros e fizeram famoso. Muitos sábios o procuravam para uma consulta para suas dúvidas, maior que sua sabedoria, sem dúvidas era sua humildade e amor pelas coisas pequenas, principalmente pela natureza, como já que nato de um homem do campo, mas mais nato era seu dom. Um gênio, sem dúvidas.
- Não, Sei de Athus, passei por ele no Mercado de Makao, mas não sei nada do meu irmão gêmeo, Augustus... Pra mim é um interrogação. Olha o que eu trouxe.
- Sementes de bordo!
- Sim, olhe como elas voam. – As sementes foram jogadas aos céus, e as várias sementes foram caindo como hélices, girando, o que parecia algo incrivelmente fantástico aos olhos de um menino. – Sabe Minus, um dia você vai crescer, vai deixar de ser um bezerro desmamado e vai se tornar um Touro, e essa vontade que você tem vai evoluir, e se tornar algo maior que a coragem, eu quero que você seja grande, maior do que qualquer homem já foi. Por isso estude, cresça, não apenas fisicamente, o que é inevitável, mas cresça psicologicamente e emocionalmente. Tenha foco, tenha metas e lute por elas, com amor, e lutar com amor é lutar querendo o bem dos outros, isso faz homem de verdade.
- Sim, tio Dominus. – Minus ficou brincando com as sementes de bordo e Dominus chamou Argonis para ter com ele sem que Minus ouça.
- Argonis, você sabe que o Rei Ancião morreu, não é?
- Ouvi boatos.
- Deve imaginar que eu sou um dos candidatos a novo Rei Ancião.
- Se for, tenho certeza de que será um bom rei.
- Não é isso que temo.
- E o que é?
- Nada, deve ser só um mal pressentimento.
...
Castelo Celestial, Lar do Rei Ancião, depois 12 Sois de estudo pelo Conselho Ancião - ordem que é responsável pela escolha do Rei Ancião, bem como nas tomadas das principais decisões referente aso Cinco Reinos – Finalmente foi escolhido o novo Rei Ancião. Minus e Argonis estavam um pouco distantes, mas o suficiente para saber que Augustus estava lá, mas não Dominus.
- O Ancestral e Infalível Conselho Ancião declara como novo Rei Ancião o nome de Dominus Himperiter.
            Para a surpresa de Minus e Argonis, quem se levantou ao som das palmas e clamores foi Augustus, caminhou até o altar, sentou-se no trono e recebeu a mitra de Rei. Um Rei Usurpador.

Mitra

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Capítulo 19 – A Ordem de Dominus Rei

O Homem todo coberto apenas com a cabeça de fora cruza o gigantesco salão, passando pelas pilastras de mármore com espessura maior do que as sequoias mais largas e altas que já se viu, e esculturas de pedra, mármore, bronze e ouro de homens e mulheres em posições atléticas.
Ao fim do interminável corredor ele se depara com uma porta colossal que aparentava ter mais de 50 pés de altura. Ao chegar ele bate a maçaneta em forma de crânio de dragão e pouco passa até a porta ser aberta saindo de lá um homem de aparência inicialmente idosa, de cabelos e barbas longos e brancos, mas de ótima aparência e porte físico, pouco visíveis em baixo de um sobre tudo vermelho com detalhes em ouro puro e na cabeça a coroa do Rei Ancião, diferente das coroas dos outros reis, a dele era em forma de uma mitra, em ouro maciço e completamente adornada com pedras mais preciosas do que o diamante, diz à lenda que essa coroa foi dada dos céus ao Rei Ancião e que ela possua uma energia incomum que eleva o espírito e mantem sempre coração e mente centrados e equilibrados.
Com voz tranquila e muito imponente ele falou:
- Pois não, Rasputin.
- É por obséquio que rogo o perdão de Vossa Absoluticidade pela interrupção da Vossa Meditação, Mas surgiu um problema.
- Continue.
- Shamans e Necromantes realizaram um ritual proibido para reviver alguém, provavelmente Fausto, O Primeiro Grande Mago.
- È muito bela essa curiosidade humana, mas sem limites o caos permeia. Creio eu que tenha dado errado.
- Sim, Vossa Sabedoria.
- Nunca haveria de dar certo, não por falta de competência, mas sim por falta de reagentes.
- Não entendo, Vossa Sabedoria.
- Oh! Creio que para você eu posso falar, Grigori: Fausto está vivo.
- Por essa eu não esperava, mas devo dizer que não me surpreendo dadas as minhas circunstâncias.
- Sim. Se não lhe conto mais é por seu próprio bem. Algo mais?
- Sim, Vossa Sabedoria, rogo pela sua posição quanto ao caso do Garoto de Cedros. – O Ancião imponente respirou fundo, olhou para o teto distante e disse:
- Diga aquele gorila do Gordon que mande matar qualquer um que tem ou teve qualquer contato com ele, ele se revelará por si só.
- Claro, Vossa Sabedoria.

... Poucos sóis depois.

            Um ângelo, divisão mais alta dos mensageiros dos Cinco Reinos, trás uma carta pessoal e urgente para Minus, se um ângelo leva uma carta é por que é um caso mais importante do que vida ou morte.

Querido Amigo, se estiver com essa carta em mãos é porque o que eu mais temia tornou-se real, eu e todos os meus contatos estão mortos e não pude continuar minhas investigações no Castelo Celestial, – Castelo de Dominus Rei – ainda rezo para que esteja vivo para ler essa carta. O que posso fazer por você é lhe contar o que descobri. Com a carta estão alguns dos rascunhos e cálculos que você me pediu juntamente com a planta de todo o Castelo Celestial. Mas o que descobri foi algo que sem dúvidas você vai gostar. Há sim um local secreto no subsolo do Castelo que possui a Sabedoria Absoluta, a Verdade que você tanto procura, é chamada Biblioteca de Ouro, não por menos tudo o que há nela está escrito em pedras de ouro em idiomas mais antigos do que a humanidade, e nele contem todos os segredos do universo preservado eternamente e dados aos homens pelos próprios Deuses, mas há um artefato em especial, que não é de ouro, o que chama de Livro da Vida, que é um conjunto de livros, dizem que quem o possui não perece nunca e fala também sobre um Deus Ancestral que foi o criador de todos os outros Deuses, foi o máximo que consegui, amigo.
Até uma próxima, cuide de Kalayne pra mim.
Kalays Klemonte

- O que você vai fazer agora? – Perguntou o Neflin.
- Vou fazer o que tenho feito, permanecer ao lado de Dort.
- Não seria arriscado?
- Estou no último lugar onde eles me procurariam.
- Faz sentido.
- A essa altura Gosh também deve estar morto.
- Qualquer um nessa situação estaria em desespero, fugir de Dominus, para a maioria das pessoas que vive nos Cinco Reinos fugir do Rei Ancião é fugir dos Deuses.

- Sabe... Os Deuses deveriam procurar primeiro as coisas em baixo dos seus narizes.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Capítulo 18 - Revelações.

- Que isso? – Perguntou Arthur, acordando.
- Uma Carta – Neflin – De... Minus!
            “Amigos, há essa hora provavelmente já estarei ao lado de Dort lhe entregando uma outra carta. Como sei que ele não tem a menor ideia de como me pareço posso usar isso a meu favor, logo voltarei com mais noticias.
Minus de Cedros.”
- Maldito!
- Ele deve saber o que faz Neflin.
- Espero que sim.
...
- Mor-Gão-General, um homem alto e forte está querendo falar com você, disse que traz notícias sobre Minus de Cedros.
- Deixe-o entrar.
- Sim, Vossa Força.
- Dort?
- Tente Mor-Grão-General Dort.
- Claro. Vim a mando de meu amigo Minus para tratar sobre a rendição de seu exército.
- Você é realmente corajoso garoto. O que me impede de lhe torturar e lhe tirar algumas informações sobre esse Minus?
- Somente sua bondade. – Dort faz uma cara de dar medo a qualquer um, se aproxima de Minus e lhe olha nos olhos.
- O que lhe deu na cabeça para fazer joguinhos com alguém como eu?
- Um jogo é menos do que proponho. Aqui, essa é a carta de Minus.
- Jogue-a na fogueira, talvez suas palavras queimem melhor do que me fazer algum efeito.
- Não quer ler?
- Não tocaria em nada que ele me enviasse. - ( Como ele sabe que não pode tocar?)
- Pois bem. Eu lhe proponho ser seu espião, sei onde Minus  e seus companheiros estão e posso lhe reportar notícias.
- E por que eu confiaria em você?
- Por causa disso. – Minus mostrou uma tatuagem, um brasão que só poderia ser reconhecido por poucos, o brasão da corte de Dominus Rei.
- Onde conseguiu isso?
- Tenho certeza que gostaria de um desses. Mas realmente é para poucos.
- O que faz entre os plebeus?
- Meus serviços não foram necessários para Vossa Absoluta Sabedoria, Dominus Rei. Digamos que estou na reserva, quando ele precisar de mim de novo ele me chamará.
- certo, confiarei em você por enquanto. Mas não espere que conte qualquer plano, ideia ou projeto que eu tenha.
- Claro que não, Vossa Força.
- Então... Faça-me um relatório e me entregue assim que possível sobre tudo que sabe sobre esse Minus, o Touro.
- Logo o trarei, Vossa Força.
...
- Ei, Aqui! Minus.
- Xiiiiu! Não fale meu nome! Ah! Athus?! È você mesmo?
- Sim, sim.
- O que o irmão de meu pai faz por essas terras novamente?
- Tenho assuntos a resolver, mas logo sairei para os países do oeste.
- Faz muitos anos, como me reconheceu.
- Sua pele morena, seus olhos azuis, há poucos como você, pouquíssimos.
- Muita coisa aconteceu e todos me abandonaram.
- E Argonis, ele deveria cuidar de você.
- E cuida, como o pai que eu não tive.
- Minus, seu pai tinha que partir.
- Para matar seu irmão e tomar o Trono Ancião?
- Então você sabe?
- Sim, de tudo. Sei que o atual Dominus Rei, é um usurpador, que é meu pai Augustus que está lá se passando por Dominus.
- E o que pretende fazer?
- O que mais? Matá-lo e tomar o trono para mim. Tenho planos para os Cinco Reinos.
- Não pode estar falando sério.
- Mas estou.
- Sabe que é loucura, ninguém vai acreditar em você! Nunca chegará se quer a vê-lo.
- O ser humano tem o péssimo hábito de subestimar, principalmente na sociedade em que vivemos, acreditamos que os mais ricos e mais inteligentes sempre crescerão mais e mais, e que os insetos que vivem nos povoados dos reinos sempre serão os mesmo, mas essa é a vantagem que tenho, o dominador simplesmente domina, mas somente o dominado tem o poder de virar o jogo.
- Sei que não é louco nem imprudente deve ter alguns pontos a seu favor. O treinamento do velho deu certo, suponho.
- Sim, mas não quero chegar ao ponto de usar isso. - Disse Minus olhando para o braço completamente enfaixado.
- Que ele fez?
- Não foi bem um “treinamento” foi mais um experimento. Ele transformou meu braço em uma arma, modificou por completo, desde a pele que foi reforçada como uma couraça de lagarto e glândulas de suor que agora são glândulas de venenos até os ossos.
- Veneno? Como faz para não entrar em contato com o seu sangue?
- Há outra circulação independente.
- Duas circulações?
- Dois Corações. - Minus tirou a camisa e mostra uma grande cicatriz que em seu peito esquerdo. – Um coração humano e um de reptiliano, um coração de dragão.