quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Capítulo 13



            Os Cinco finalmente chegam à entrada do Grande Mercado de Makao, Seguindo pelo chão de pedras amarelas quadradas bem colocadas até a entrada com duas estátuas gigantescas do grande Rei Makao, que construiu o Grande Mercado antes do reinado de Gordon. Na estátua da direita ele está com a mão direita erguida para frente, perpendicular ao corpo, e na da esquerda se ergue a esquerda.
            Ao entrar no Mercado logo se percebe o grande alvoroço, pessoas de todos os lugares, raças e nacionalidades indo e vindo com cerâmicas, pinturas, tecidos ao braço, e sacos nas costas levando especiarias como a famosa mirra de Makao. Não demora até que chegamos ao local de Makao onde são comercializadas armas e armaduras, as melhores de todos os Cinco Reinos e das Nações vizinhas.
- Sempre quis vir aqui – Disse Neflin com o máximo de empolgação expressa que pode demonstrar – Mas só estive aqui quando criança e nunca cheguei até onde os guerreiros ficavam. Alguém sabe onde fica a Loja de Nikus? Ele possui um acervo de adagas de prata muito famoso.
- Prefiro chegar logo a Flecharia do Tornikano. Ouvi dizer que é muito preciso em sua arte em flechas – Disse Arthur muito empolgado.
- Acalmem-se amigos. Antes quero que vejam as armas de um velho amigo, e se não gostarem de algo que virem lá, eu mesmo pago a arma que quiserem em qualquer lugar desse mercado!
            Todos se animaram para ver o acervo da loja desse amigo de Minus. Andaram um pouco até chegarem a uma pequena loja entre duas Lojas enormes, Arthur já se preparava para entrar na grande loja do lado quando Minus entrou na lojinha escrito “Gosh” numa placa de madeira velha no topo da pequena porta. Ao entrarem viram apenas armas velhas e sem graça em sua maioria e um velho de barbas ruças até o meio do peito com o qual Minus logo se atracou num abraço forte que parecia sufocar o velho.
- Velho Gosh! Como anda a vida?
- A vida ou o Fim de Vida? Quando se é jovem contamos os ciclos que se passaram, mas quando se é velho, ficamos a marcar nos calendários os ciclos que ainda nos faltam, hahaha, Tuci, tuci, tuci. – O velho mal podia rir que tinha uma crise de tosse.
- Não me fale caquetices velho. Sabe, aqui estão os amigos que lhe falei, Este é Arthur, o Flecheiro – ao seu dispor -, Neflin, ele é astuto e gosta de adagas,  e Zorf, uma montanha, como pode ver. Argonis o senhor já conhece.
- Claro. Grande graça revê-lo, velho lobo. – Disse o velho Gosh mal podendo levantar o pescoço para olhar Argonis nos olhos.
- Graça minha.
- Oh! Sintam-se a vontade, mas não prestem atenção nessas velharias, o que lhes pertence está em outro lugar, sigam-me.
            O velho andava bem devagar então foi muito demorado e incessante segui-lo. Desceram por uma escada em espiral quase interminável, à medida que desciam tornava-se mais escuro, até pararem, do nada, no meio da escada e o velho passar a mão nas pedras até achar uma pedra falsa e empurrá-la, depois empurrou a porta que não era de pedra verdadeira. E quando entraram o que virão encheu os olhos de todos e pasmou até Neflin: Armas Douradas com pedras preciosas incrustadas, armas prateadas gravadas com uma arte nunca antes vista, com dragões, lobos, servos, sanítirus, unicórnios, pégasus, priiades, e muitos outros animais dos Cinco Reinos.
- O que está aqui não está a venda. Eu dou a quem acho digno. – disse o velho Gosh.
- Amigos, Creio que nunca tenham ouvido falar de nenhum Gosh, mas tenho certeza que já passou pelos seus ouvidos o nome de Magash.
- Magash, O Turbilhão de Lâminas de Cedros?! – Com os olhos que pareciam sair do crânio, interrogou Arthur. – É esse velho?
- Isso mesmo. E Acreditem ele não é tão velho quanto parece.
- Hahahaha. Vejo que confiam mesmo neles, pelo menos o bastante para contar quem sou, se é assim vamos ao que interessa. Para Neflin uma adaga tão leve que pesa menos que uma caneta, mas é bastante resistente, o bastante para segurar o tempo que quiser qualquer machado, se tiver força para isso, e acreditem, ela vai durar bastante tempo – A adaga brilhava bastante, como prata de boa qualidade, mas era mais esbranquiçada ou azulada e haviam gravuras estranhas de um lado e uma suástica na outra com águias pequenas, nas duas adagas - E também essa arma que chamo de luna, porque parecem duas meias luas, você pega nesse suporte aqui no meio e se der um giro completo pode decepar qualquer um, em qualquer número que estiver ao seu redor com essa grande lâmina – era muito parecidas com as adagas, tanto nas figuras quando na cor, mas eram bem maiores, Neflin as colocou nas costas com um suporte para elas que o velho deu e ficaram parecidas com asas que subiam sobre sua cabeça e iam até perto do cóccix – Claro que dificultam um pouco seus movimentos, por isso recomendo que use apenas em casos de desvantagem numérica. Para Zorf esse machado e um martelo feitos de um material indestrutível, uma liga que chamo de Escarlátio, por causa do tempo avermelhado-escuro, vai poder esmagar qualquer coisa com isso grandão – Zorf deu um sorriso enorme, ao receber os machados eram de um metal escurecido, parecido com um ferro denso, com inscrições que iam até os cabos - para Arthur, a coleção de flechas de Sunan, já deve ter ouvido falar, Sunan foi um dos maiores criadores de flechas e o primeiro a criar as flechas explosivas – “Fantástico! Nem Acredito que estou tocando nelas” disse ele tocando nas flechas – e esse arco que fiz, é de um material menos leve que as adagas de Neflin, mas favorece bastante a recarga de flechas – Era de uma arte belíssima em metal quase dourado com ninfas, harpias e sínalas em relevo dando uma forma perfeita para a mão e a mira.
            Para Argonis guardei algo interessante, ama Lança de material resistente, e de forma aerodinâmica para adquirir o máximo de velocidade, com as duas lâminas feitas de Escarlátio, o mesmo dos machados de Zorf, mas peço que use-a com sabedoria, tenha outras lanças com você e use essa apenas quando for extremamente necessário para não perdê-la em batalha, mas à média distancia ela é infalível, principalmente em suas hábeis mãos – Era uma lança grande maior do que Minus, e com dragões gravados, era de uma material azulado, parecido com o da adaga de Neflin, mas ao se aproximas da lâminas a cor mudava repentinamente para a cor escura do machado de Zorf.
            Mas para Minus, peço desculpas, ainda não terminei sua arma, creio que entenderá já que preciso de algo muito raro, uma tartaruga que só foi vista uma vez por essas terras que possui um casco mais forte que qualquer metal ou liga já criada. Mas ao mesmo tempo será uma arma de ataque poderosa, uma arma perfeita, ataque e defesa tudo na mão direita, como me pediu, logo que estiver pronta, e logo estará porque tenho pessoas procurando por essa tartaruga em todo o globo, ela lhe será entregue o mais rápido possível. Mas até lá fique com isso, esse punho não é feito de nenhum metal do nosso mundo. Há muitos ciclos atrás, um orbe de fogo caiu dos céus e formou uma cratera enorme no chão, muito tempo se passou até que pudessem modelar ele, não derretia com calor, por mais intenso que fosse, até que se descobriu outro artefato, com um líquido azulado dentro, que também caiu dos céus, estava em uma caixa redonda de metal estranho, escrita “Vriu” com inscrições estranhas mais estranhas ainda e um símbolo. Ao ser colocado nas caldeiras aquecia de tão forma que muitos morreram instantaneamente, mas outros que estavam com proteção máxima conseguiram terminar de modelar, o fizeram em forma de punho, e o gravaram com as mesmas inscrições da caixa com o artefato, e o símbolo que era uma estrela de seis pontas, iam colocar a ainda o nome “Vriu”, mas não suportaram mais o calor. Dizem que a caldeira ainda continua acessa e com a mesma temperatura daquele dia até hoje. O punho passou por muitos mercadores e por pessoas que não sabiam sua história, até chegar às minhas mãos com pagamento de uma antiga dívida. E aqui está, o Punho dos Céus.
- E é o Direito.
- Como sabe de tanta coisa, velho? – Perguntou Neflin.
- Já fui Administrador da Biblioteca de Prima, já li todos os livros de lá.
- Todos! – Arthur abismado.
- Sim, E também li sobre algo que comentei com Minus, um livro que está de posse do Rei Ancião. Nele há um conhecimento sem igual, o conhecimento que pode lhe aproximar dos Deuses, há histórias que o tornarão mais sábio que o Rei Ancião mais Sábio que já existiu... Talvez mais sábio que o próprio Grande Fausto, mas que Dominus não sabe ler por estar em uma língua muito antiga.
- Se o Rei Ancião não consegue, quem mais poderia conseguir decifrá-lo? – Disse Minus pensativo.
- Ei! A Oráculo de agora a pouco não falou algo sobre um livro assim? – Arthur.
- Tenho procurado por essa língua por muitos anos, em livros e bibliotecas antigas de muitas nações. E creio que se eu o tiver, poderei traduzir algumas partes. Quero que o pegue pra mim Minus.
- Estou vendo que acredita mesmo que eu vá conseguir derrotá-lo.
- Se não o derrotar pelo menos me traga o livro, sim?
- Tentarei. Encontraremos com Kalays perto da Biblioteca de Prima, lá, onde é calmo e longe de qualquer olho de qualquer rei por ser território neutro e inviolável, lhes falarei dos meus planos. Agora já é hora de irmos.
- Mas não precisamos de Armaduras? – perguntou Arthur?
- Só faço Armas – Disse o velho.
- Diante de Gordon não precisarão de armaduras, não há armadura que detenha os ataques do famoso machado do Gordon “A Pata do Leão”. Mas será útil caso não consigamos submeter O Exército do Leão.
- Submeter o Exército do Leão! O melhor e maior exército dos Cinco Reinos? Impossível – Disse Arthur.
- Ele pode ser maior, mais preparado que qualquer exército, mas mesmo assim ainda é feito do mesmo que os outros exércitos; “pessoas”, pessoas que têm seus medos e seus traumas e não são tão diferente de nós, basta dividi-los e serão apenas isso.
- E como pretende fazer isso?
- Lhes conto em Prisma. Adeus Velho amigo, Muitas graças e não morra antes que eu lhe traga o livro – Disse Minus já saindo da sala iluminada por vela.
- Adeus Minus de Cedros. Ah! E não esqueça da sua origem. – disse o velho à porta da loja.
- Não posso esquecer o motivo da minha luta velho. Até a próxima visita e estou esperando minha arma.
- Logo estará com ela!

Símbolo encontrado no punho de Minus

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