sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Capítulo 14


           
            Depois dois dias rumando a pé finalmente chegam à província de Prima, no coração do Reino do Sul. À entrada dois cristais rosa grandes em cima de pilares guardavam a entrada da província, andado mais um pouco e observado as casas bem construídas e com pedras preciosas, semipreciosas e cristais, os moradores de Prisma, em sua maioria, acreditam que emana uma imensa energia natural da natureza vinda da terra que é um grande ser vivo, com suas próprias dores e alegrias, assim através de cristais em suas casas essa energia seria dividida e através de filtros, ou artefatos, essa energia boa seria capturada e mantida em suas casas. O que parecia surtir algum efeito real na população, todos em Prisma eram pessoas alegres, amigáveis, hospitaleiras e muito educadas, já que se preocupavam bastante em adquirir conhecimento e cultura. Eles acreditam na crença dos Sete Deuses de que a alma deve evoluir ao máximo recebendo o máximo de conhecimento possível para chegarem ao que chamavam de iluminação absoluta, não era por acaso que o Rei Ancião, precedente de Dominus, Era de Prisma. E era em prima que se encontrava a maior biblioteca pública dos Cinco Reinos, aqui vinham Druidas, Bruxos, Alquimistas, Chamans, Historiadores e pesquisadores de forma geral. São milhões de livros de milhares de autores, com publicações raras e muito antigas que são mantidas em locais secretos com ambiente controlado ao máximo para a preservação das obras.
Toda Sociedade Celita, da qual derivou o povo dos Cinco reinos, tem sua história descrita na biblioteca de Prisma, mas em são poucas as províncias em que as pessoas se preocupam tanto em aprender. Mesmo no Domínio da Rainha Abigail, A Rainha Coruja, que é o Reino mais organizado, livre de guerras, com uma economia quase independente, o amor ao saber não é tão visível quanto em Prisma. Pessoas às ruas tocam instrumentos musicais como liras, arpas, cítaras, flautas e muitos outros, há inclusive um grupo de pessoas, chamado Orquestra de Prisma, que iniciou um movimento juntando vários instrumentos para tocar a mesma música, o que é muito bem aceito e por todos da província, mobilizando até estrangeiros que vem aqui para vê-los tocar todos os dias ao pôr-do-sol à frente da biblioteca de Prisma sem nenhuma contribuição, já que ninguém cobra por oferecer arte, tocam para os Deuses da Vida e não para os homens, bem como os poetas, pintores, escultores e todos artistas que são mantidos pelos impostos pagos a Dominus Rei, o que foi instituído por ele através de uma decreto, caso contrário seria provável que o Rei Gordon não aceitasse sustentar os artistas já que ele é mais preocupado com guerra do que com arte, mas não pense que Gordon é um troglodita boçal, para se tornar Rei é preciso mais do que força, poder ou persuasão, Gordon é extremamente sábio, apesar de ele ser conhecido por agir deliberadamente, ele já fez importantes decisões que contribuíram para o rápido desenvolvimento do Reino do Sul, e é o mais inteligente estrategistas dos Cinco Reinos.
Ao som da orquestra de Prima os Cinco companheiros determinados entram na biblioteca para, como já sabemos, tratar da estratégia para derrubar o Rei Gordon, o que parece mais difícil agora que conhecemos um pouco mais o Rei Leão, certo?




quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Capítulo 13



            Os Cinco finalmente chegam à entrada do Grande Mercado de Makao, Seguindo pelo chão de pedras amarelas quadradas bem colocadas até a entrada com duas estátuas gigantescas do grande Rei Makao, que construiu o Grande Mercado antes do reinado de Gordon. Na estátua da direita ele está com a mão direita erguida para frente, perpendicular ao corpo, e na da esquerda se ergue a esquerda.
            Ao entrar no Mercado logo se percebe o grande alvoroço, pessoas de todos os lugares, raças e nacionalidades indo e vindo com cerâmicas, pinturas, tecidos ao braço, e sacos nas costas levando especiarias como a famosa mirra de Makao. Não demora até que chegamos ao local de Makao onde são comercializadas armas e armaduras, as melhores de todos os Cinco Reinos e das Nações vizinhas.
- Sempre quis vir aqui – Disse Neflin com o máximo de empolgação expressa que pode demonstrar – Mas só estive aqui quando criança e nunca cheguei até onde os guerreiros ficavam. Alguém sabe onde fica a Loja de Nikus? Ele possui um acervo de adagas de prata muito famoso.
- Prefiro chegar logo a Flecharia do Tornikano. Ouvi dizer que é muito preciso em sua arte em flechas – Disse Arthur muito empolgado.
- Acalmem-se amigos. Antes quero que vejam as armas de um velho amigo, e se não gostarem de algo que virem lá, eu mesmo pago a arma que quiserem em qualquer lugar desse mercado!
            Todos se animaram para ver o acervo da loja desse amigo de Minus. Andaram um pouco até chegarem a uma pequena loja entre duas Lojas enormes, Arthur já se preparava para entrar na grande loja do lado quando Minus entrou na lojinha escrito “Gosh” numa placa de madeira velha no topo da pequena porta. Ao entrarem viram apenas armas velhas e sem graça em sua maioria e um velho de barbas ruças até o meio do peito com o qual Minus logo se atracou num abraço forte que parecia sufocar o velho.
- Velho Gosh! Como anda a vida?
- A vida ou o Fim de Vida? Quando se é jovem contamos os ciclos que se passaram, mas quando se é velho, ficamos a marcar nos calendários os ciclos que ainda nos faltam, hahaha, Tuci, tuci, tuci. – O velho mal podia rir que tinha uma crise de tosse.
- Não me fale caquetices velho. Sabe, aqui estão os amigos que lhe falei, Este é Arthur, o Flecheiro – ao seu dispor -, Neflin, ele é astuto e gosta de adagas,  e Zorf, uma montanha, como pode ver. Argonis o senhor já conhece.
- Claro. Grande graça revê-lo, velho lobo. – Disse o velho Gosh mal podendo levantar o pescoço para olhar Argonis nos olhos.
- Graça minha.
- Oh! Sintam-se a vontade, mas não prestem atenção nessas velharias, o que lhes pertence está em outro lugar, sigam-me.
            O velho andava bem devagar então foi muito demorado e incessante segui-lo. Desceram por uma escada em espiral quase interminável, à medida que desciam tornava-se mais escuro, até pararem, do nada, no meio da escada e o velho passar a mão nas pedras até achar uma pedra falsa e empurrá-la, depois empurrou a porta que não era de pedra verdadeira. E quando entraram o que virão encheu os olhos de todos e pasmou até Neflin: Armas Douradas com pedras preciosas incrustadas, armas prateadas gravadas com uma arte nunca antes vista, com dragões, lobos, servos, sanítirus, unicórnios, pégasus, priiades, e muitos outros animais dos Cinco Reinos.
- O que está aqui não está a venda. Eu dou a quem acho digno. – disse o velho Gosh.
- Amigos, Creio que nunca tenham ouvido falar de nenhum Gosh, mas tenho certeza que já passou pelos seus ouvidos o nome de Magash.
- Magash, O Turbilhão de Lâminas de Cedros?! – Com os olhos que pareciam sair do crânio, interrogou Arthur. – É esse velho?
- Isso mesmo. E Acreditem ele não é tão velho quanto parece.
- Hahahaha. Vejo que confiam mesmo neles, pelo menos o bastante para contar quem sou, se é assim vamos ao que interessa. Para Neflin uma adaga tão leve que pesa menos que uma caneta, mas é bastante resistente, o bastante para segurar o tempo que quiser qualquer machado, se tiver força para isso, e acreditem, ela vai durar bastante tempo – A adaga brilhava bastante, como prata de boa qualidade, mas era mais esbranquiçada ou azulada e haviam gravuras estranhas de um lado e uma suástica na outra com águias pequenas, nas duas adagas - E também essa arma que chamo de luna, porque parecem duas meias luas, você pega nesse suporte aqui no meio e se der um giro completo pode decepar qualquer um, em qualquer número que estiver ao seu redor com essa grande lâmina – era muito parecidas com as adagas, tanto nas figuras quando na cor, mas eram bem maiores, Neflin as colocou nas costas com um suporte para elas que o velho deu e ficaram parecidas com asas que subiam sobre sua cabeça e iam até perto do cóccix – Claro que dificultam um pouco seus movimentos, por isso recomendo que use apenas em casos de desvantagem numérica. Para Zorf esse machado e um martelo feitos de um material indestrutível, uma liga que chamo de Escarlátio, por causa do tempo avermelhado-escuro, vai poder esmagar qualquer coisa com isso grandão – Zorf deu um sorriso enorme, ao receber os machados eram de um metal escurecido, parecido com um ferro denso, com inscrições que iam até os cabos - para Arthur, a coleção de flechas de Sunan, já deve ter ouvido falar, Sunan foi um dos maiores criadores de flechas e o primeiro a criar as flechas explosivas – “Fantástico! Nem Acredito que estou tocando nelas” disse ele tocando nas flechas – e esse arco que fiz, é de um material menos leve que as adagas de Neflin, mas favorece bastante a recarga de flechas – Era de uma arte belíssima em metal quase dourado com ninfas, harpias e sínalas em relevo dando uma forma perfeita para a mão e a mira.
            Para Argonis guardei algo interessante, ama Lança de material resistente, e de forma aerodinâmica para adquirir o máximo de velocidade, com as duas lâminas feitas de Escarlátio, o mesmo dos machados de Zorf, mas peço que use-a com sabedoria, tenha outras lanças com você e use essa apenas quando for extremamente necessário para não perdê-la em batalha, mas à média distancia ela é infalível, principalmente em suas hábeis mãos – Era uma lança grande maior do que Minus, e com dragões gravados, era de uma material azulado, parecido com o da adaga de Neflin, mas ao se aproximas da lâminas a cor mudava repentinamente para a cor escura do machado de Zorf.
            Mas para Minus, peço desculpas, ainda não terminei sua arma, creio que entenderá já que preciso de algo muito raro, uma tartaruga que só foi vista uma vez por essas terras que possui um casco mais forte que qualquer metal ou liga já criada. Mas ao mesmo tempo será uma arma de ataque poderosa, uma arma perfeita, ataque e defesa tudo na mão direita, como me pediu, logo que estiver pronta, e logo estará porque tenho pessoas procurando por essa tartaruga em todo o globo, ela lhe será entregue o mais rápido possível. Mas até lá fique com isso, esse punho não é feito de nenhum metal do nosso mundo. Há muitos ciclos atrás, um orbe de fogo caiu dos céus e formou uma cratera enorme no chão, muito tempo se passou até que pudessem modelar ele, não derretia com calor, por mais intenso que fosse, até que se descobriu outro artefato, com um líquido azulado dentro, que também caiu dos céus, estava em uma caixa redonda de metal estranho, escrita “Vriu” com inscrições estranhas mais estranhas ainda e um símbolo. Ao ser colocado nas caldeiras aquecia de tão forma que muitos morreram instantaneamente, mas outros que estavam com proteção máxima conseguiram terminar de modelar, o fizeram em forma de punho, e o gravaram com as mesmas inscrições da caixa com o artefato, e o símbolo que era uma estrela de seis pontas, iam colocar a ainda o nome “Vriu”, mas não suportaram mais o calor. Dizem que a caldeira ainda continua acessa e com a mesma temperatura daquele dia até hoje. O punho passou por muitos mercadores e por pessoas que não sabiam sua história, até chegar às minhas mãos com pagamento de uma antiga dívida. E aqui está, o Punho dos Céus.
- E é o Direito.
- Como sabe de tanta coisa, velho? – Perguntou Neflin.
- Já fui Administrador da Biblioteca de Prima, já li todos os livros de lá.
- Todos! – Arthur abismado.
- Sim, E também li sobre algo que comentei com Minus, um livro que está de posse do Rei Ancião. Nele há um conhecimento sem igual, o conhecimento que pode lhe aproximar dos Deuses, há histórias que o tornarão mais sábio que o Rei Ancião mais Sábio que já existiu... Talvez mais sábio que o próprio Grande Fausto, mas que Dominus não sabe ler por estar em uma língua muito antiga.
- Se o Rei Ancião não consegue, quem mais poderia conseguir decifrá-lo? – Disse Minus pensativo.
- Ei! A Oráculo de agora a pouco não falou algo sobre um livro assim? – Arthur.
- Tenho procurado por essa língua por muitos anos, em livros e bibliotecas antigas de muitas nações. E creio que se eu o tiver, poderei traduzir algumas partes. Quero que o pegue pra mim Minus.
- Estou vendo que acredita mesmo que eu vá conseguir derrotá-lo.
- Se não o derrotar pelo menos me traga o livro, sim?
- Tentarei. Encontraremos com Kalays perto da Biblioteca de Prima, lá, onde é calmo e longe de qualquer olho de qualquer rei por ser território neutro e inviolável, lhes falarei dos meus planos. Agora já é hora de irmos.
- Mas não precisamos de Armaduras? – perguntou Arthur?
- Só faço Armas – Disse o velho.
- Diante de Gordon não precisarão de armaduras, não há armadura que detenha os ataques do famoso machado do Gordon “A Pata do Leão”. Mas será útil caso não consigamos submeter O Exército do Leão.
- Submeter o Exército do Leão! O melhor e maior exército dos Cinco Reinos? Impossível – Disse Arthur.
- Ele pode ser maior, mais preparado que qualquer exército, mas mesmo assim ainda é feito do mesmo que os outros exércitos; “pessoas”, pessoas que têm seus medos e seus traumas e não são tão diferente de nós, basta dividi-los e serão apenas isso.
- E como pretende fazer isso?
- Lhes conto em Prisma. Adeus Velho amigo, Muitas graças e não morra antes que eu lhe traga o livro – Disse Minus já saindo da sala iluminada por vela.
- Adeus Minus de Cedros. Ah! E não esqueça da sua origem. – disse o velho à porta da loja.
- Não posso esquecer o motivo da minha luta velho. Até a próxima visita e estou esperando minha arma.
- Logo estará com ela!

Símbolo encontrado no punho de Minus

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Capítulo 12



           Minus e seus amigos estão chegando próximos ao mercado de Makao, já podemos ver, mais a frente, a fumaça das chaminés e uma leve poeira de areia subindo juntos com vários murmúrios distantes dos vendedores de especiarias e compradores que estão passando para visitar o maior mercado dos Cinco Reinos.
Mas antes de chegarem ao mercado eles saíram da trilha, antes de entrar na grande passarela que leva a entrada do Mercado de Makao, entraram em uma trilha alternativa, saindo do chão de pedras para o chão de terra batida, andaram por uma trilha de árvores grandes, em sua maioria eucaliptos colossais. Até que a mata se abriu para uma pequena casa feita de troncos de madeira vermelha, um telhado amarelado, feito de palha e cola, e uma placa anil escrita “Oráculo de Makao”. Ao se aproximarem perceberam que a casa não era tão pequena assim, certamente havia sido feita para que aparentasse ser pequena, mas quando chegaram perto perceberam que a porta era muito grande, muito a cima do normal, devia ter uns dez pés de altura. Minus pegou a imensa maçaneta de ouro e bateu-a na porta podendo ouvir muito bem o eco do som dentro da casa. Quem abriu a porta foi uma mulher de cabelos dourados, olhos da cor do mar, e pele alva, muito bonita.
- Minus, não é? Oráculo Sumna estava esperando por você. Entre. – Todos se impressionaram, menos Neflin.
            Os cinco entraram, a casa possuía apenas um cômodo, e uma cama redonda no centro, sem mesas, cadeiras ou qualquer outro móvel. De frente a entrada, do outro lado da grande casa, havia uma grande chaminé de pedras de mármore, e ao redor várias artefatos místicos, como filtros de sonhos, saquinho pequenos e vermelho dependurados e quadros psicodélicos pendurados na parede anil, nenhuma outra janela ou abertura. Realmente a Oráculo era muito bela, tinha cabelos negros, pele branca e grandes olhos negros, penetrantes e incrivelmente provocantes.
- Minus, filho de...
- Por favor, Oráculo, sem cumprimentos. Há algo que queira me dizer?
- Sim, Touro.
- É alguma previsão, ou algo do tipo? – Perguntou Arthur.
- Os Oráculos não fazem previsões claras, temos sonhos e nem sempre conseguimos interpretá-los claramente – Uma mulher de pele marrom-clara entrou pela porta vestindo um vestido bonito azul, olhou para Minus nos olhos e Minus viu que sés olhos eram de um azul bem claro e Arthur sussurrou para Argonis “a pele, os olhos, ela é parecida com Minus, seriam parentes?”, e Argonis respondeu “Não, Minus é muito mais alto que ela, e não a conheço. Vivo com Minus desde que ele nasceu, saberia se ela fosse parente dele.” – Os Oráculos apenas sonham com o futuro, e as vezes com o passado. Nos nossos sonhos vemos o mundo como os anjos vêem.
- Diga o que tem para me dizer.
- Sim. Vou lhe contar o que sonhei ontem à noite e você fará sua própria interpretação: Eu vi uma mão, a sua mão Minus de Cedros e um dos dedos era você mesmo. Um dos dedos foi contado e jorrou muito sangue e o outro se tornou um monstro de nariz de cachorro, mas olhos e orelhas de gatos. A mão se fechou e socou uma parede de pedra e a destruiu, então percebo que é uma mão esquerda. Depois a mão pega uma pedra na qual está escrito: Aquele para quem os Reis e para o qual os Deuses fazem oração também se curvará o único imortal da terra, a mão vira a placa de pedra e atrás está escrito “Imortal” e a mão parte a pedra ao meio. Depois pega um livro escrito, “Absoluta scientia”. Fim.
- “Absoluta scientia”? O que é isso? Conhece essa língua Minus?  - Arthur
- Não. Mas logo saberemos depois do Mercado de Makao rumaremos para A Biblioteca de Prisma e lá descobriremos.
            Voltando a trilha do Mercado, vemos os cinco entrando na grande passarela de eucaliptos que dá no mercado, uma extensa e bela passagem com pessoas, em número cada vez maior à medida que se aproximam do mercado. Ao redor dezenas de pessoas e todos os Cinco Reinos e estrangeiros, principalmente Laosianos, comprando especiarias, sal, açúcar, tecidos e metais. Mas o que mais chama a atenção é a estátua de ouro de um Macaco com um bastão, em homenagem a um antigo Rei que nascerá em Makao.
- Temos que nos equipar. Sabe... Conheço um bom armeiro de boa qualidade e que fará ótimos preços para nós. – Vão em direção a uma pequena loja, que ficava próxima de lojas grandes e famosas de armas, o que deixou os companheiros de Minus, indignados...
- Minus, espere, vamos nessa – disse Arthur – é a Loja de Armas de prata de Sacrat! Vamos.
- Sim Minus - Neflin – Sempre quis comprar uma adaga de prata
- Não Arthur. Se não gostar do que vai ver aqui pode ir onde quiser, mas primeiro preciso que vejam o que há aqui...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Capítulo 11



O que Aconteceu na noite anterior quando todos estavam bêbados e Minus estava dormindo.
Argonis, já bastante embriagado:
- Pelos 7 Deuses, esse Varis deve ser o melhor dos 5 Reinos!
- Pois aceite mais este copo Velho – Ofereceu-lhe Neflin. Argonis bebeu e pareceu se acalmar.
- Velho. Tu que o conhece há mais tempo, acha mesmo que Minus pode derrotar Gordon?
- Se não o acha, por que o segue?
- Quero ver até onde ele vai com isso.
- Espero que não esteja pensando em abandoná-lo no campo de batalha.
- De forma alguma. Quando entro em uma batalha, entro mais do que por minha honra, entro por meu legado, ou saio do campo de batalha sem a vitória ou sem a vida, sempre foi assim e sempre será.
- Minus soube realmente escolher. Minus é um jovem determinado, se ele diz que quer derrotar Gordon ele não vai descansar até o ter feito, mas não é impulsivo, ele calcula bem seus passos e sabe cada momento que pode dar errado e sabe como sair disso. Mas a cima de tudo ele tem uma força de vontade descomunal, seu Agnome, O Touro, não é por sua força, nem por seu tamanho ou bravura, que já poderiam ser o motivo, mas é por algo maior, sua força de vontade. Em sua primeira batalha, aos onze anos, ele teve que lutar contra um flecheiro habilidoso, creio que você saiba a diferença entre um flecheiro e um arqueiro...
- Sim claro, um arqueiro usa apenas arco e flecha, sem seu arco ele fica desprotegido. Já o flecheiro possui flechas especiais que podem ser usadas sem o arco, como próprias armas.
- Isso mesmo. Minus teve que lutar contra um Flecheiro contratado por um comerciante para dar-lhe uma surra, porque Minus sempre roubava as frutas do comércio deste sem senhor sem que ele soubesse, mas para sua surpresa o flecheiro profissional voltou quase aleijado. Minus era pequeno e usou isso, isso e o fato de saber que flecheiros são mais habilidosos a longa distancia. Ele correu em direção ao homem antes que ele pudesse agir e com uma pequena faca cortou o tendão do calcanhar do homem, ele não pode fazer nada a não ser tentar conter o sangramento. Mas esse não é o trunfo de Minus. Ele possui três habilidades muito raras, uma ele nasceu com ela, a outra ele conseguiu com muito treino e a terceira nem eu mesmo sei, só sei que existe.
- Conte-me velho, conte-me o que sabe.
- O primeiro é algo que ele herdou. Guerreiros antigos do gelo conseguiam entrar em um estado que eles chamavam “Fúria de Batalha”, de repente, quando estavam certos da derrota eles levantavam mais rápidos e mais fortes que antes, tomados pela ira do desespero matavam sem perceber, pareciam animais sedentos por sangue. Cera vez Minus estive ao lado e Minus em uma batalha, nós dois estávamos caídos, todos já haviam se rendido, mas quando olhei nos olhos de Minus eles pareciam ter o brilho próprio do fogo, brilhavam e arregalavam na medida em que eu sentia seu corpo esquentar e ele me disse: “Sabe Velho, Muitos pensam que o medo é um inimigo, mas pra mim é uma forte aliado. Alguns acham que ele não tenho medo antes de entrar nas batalhas, mas olhe. – Mostrou-me a mão muito trêmula – Eu simplesmente deixo o medo tomar conta por alguns segundos, e deixo ele se acumular, e depois e queimo ele dentro de mim, e seu fogo esquenta minha cabeça até um ponto que perco o controle”. Ele levantou-se em uma velocidade que nunca havia visto por ele, em 2 metros que andou matou sete pessoas, e no fim da batalha, ele foi o vitorioso.
- Fantástico! Mas e o outro, o que ele conseguiu?
- Seu Punho Esquerdo. Ele nasceu com pouca mobilidade nele, era uma deficiência nata, mas recebeu um treinamento especial de um monge laosiano que já morreu, que durou quase dez anos apenas com aquele punho, fortalecendo-o, tantos os músculos quanto os ossos e pele, não apenas com esforço físico, mas também através de alimentação e até de intervenções cirúrgicas. Ele começou o treinamento cedo, quando seus ossos ainda estavam se formando, só assim foi possível... (Soluço). E sua pele sobre a mão parece uma couraça dura, é tanto que ele não consegue abrir ou fechar a mão completamente. Mas dizem que ele consegue derrubar árvores centenárias com aquele punho.
- incrível. Mas... “Dizem”? Você nunca viu ele usar esse punho?
- Não nunca.
- E o Terceiro Segredo?
- O terceiro... Não sei, apenas me contaram que não se compara aos outros dois.
- Quem lhe contou?
- ah! Isso não posso dizer.