sábado, 22 de setembro de 2012

Capítulo 1


Os tendões de minha honra se arrastam por cemitérios dos ímpios passados, de heróis desconhecidos, guerreiros gloriosos e lutadores covardes, mas que a cima de tudo foram a baixo diante da lâmina mais astuta, da mão mais treinada ou do braço de mais sorte.
Porque na guerra não existe orações, preces, Deus ou Deuses com ou sem nome, na verdade existe apenas um Deus e ele se chama Morte, e há apenas uma coisa que podemos dizer para ele: Hoje não.
Estávamos cercados, doze homens contra duzentos, o que poderíamos fazer, esperar que caísse um trovão dos céus? Mas nos tínhamos algo que eles não tinham Argonis, o melhor lanceiro de todo o reino, Arthur, o melhor flecheiro do sul do reino e eu, Minus, o Touro, o homem com cérebro de mil homens e a força de dez mil. Eles estavam empunhados de escudos, lanças e espadas e Kairus, o conquistador, que os liderava. e nós não tínhamos nada.
Kairus fez um movimento com a mão e eles vieram em nossa direção, na base de uns trinta a quarenta de uma vez, tive menos de cinco segundo para pensar, fui na direção do que me pareceu ser o menos experiente, nenhum exercito é mais forte do que seu soldado mais fraco, tirei minha veste superior, joguei em seu rosto e tomei sua lança, enquanto jogava-a para Argonis gritei “Mate Kairus!” ele pegou a lança, mirou no pescoço do Conquistador que era o único local desprotegido, a baixo de seu elmo e a cima de sua armadura de bronze, em menos de um segundo Argonis mirou e lançou um de certo na jugular do general, todos pararam e viram o sangue enrubescer toda sua armadura e a sela de seu cavalo e o Conquistador caiu.  Antes que os inimigos voltassem a si ou mesmo pensassem no que fazer Minus gritou “Para cima deles homens!” Todos éramos habilidosos e rápidos logo conseguimos nos armar com as armas dos inimigos mais fracos, menos Ludiwn, que não teve sorte e foi lanceado no peito, vi seu olhar que me dizia, “Minus! Vá e diga a Lauren que a amo!” olhei-o com um sorriso de adeus e ele me sorriu com os olhos antes de fechá-los para sempre. A batalha foi muito árdua, mas percebemos que eles pareciam como ratos num mercado, sem saber o que fazer ou para onde ir, no fim estávamos exaustos e restaram apenas cinco dos doze.

2 comentários:

Alexandre Cunha disse...

Quero agradecer sua visita ao Tipo Escrito e lhe dar os parabéns pela página. O clima épico da sua narrativa é bastante original.

Um grande abraço,
Alexandre.

Mauro disse...

Fico grato por sua visita em minha página! E que espaço legal esse seu, desde o visual até o conteúdo. Venho buscando conhecer espaços assim, pessoas que também escrevem estórias. Muito bacana sua estória épica, vou acompanha-la. A estória que você leu no meu blog tem continuação, acabei de postar mais outro pedaço, espero que goste!

Grande abraço!

http://mauroravel.wordpress.com/

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